mestre


[não, este não é o marcelo montenegro. é o mário quintana em foto “pescada” do orfanato portátil, o blogue]

buquê de presságios

de tudo, talvez, permaneça
o que significa. o que
não interessa. de tudo,
quem sabe, fique aquilo
que passa. um gerânio
de aflição. um gosto
de obturação na boca.
você de cabelo molhado
saindo do banho.
uma piada. um provérbio.
um buquê de presságios.
sons de gotas na torneira da pia.
tranqueiras líricas
na velha caixa de sapato.
de tudo, talvez, restem
bêbadas anotações
no guardanapo.
e aquela música linda
que nunca toca no rádio.

marcelo montenegro (in orfanato portátil)

*

desde outubro do ano passado, quando re-estreou (para o chato aqui, uma estréia) na blogosfera, fiquei de re-visitar o (livro) orfanato portátil de marcelo montenegro (que autografou meu exemplar) e escrever algo sobre, recomendando, além do blogue, a leitura do livro, hoje raro. sorte a de vocês e, dentre vocês, sorte a de quem se interessar (corram, pois vale muitíssimo a pena): bactéria comprou 20 exemplares do livro e está re-vendendo. já comprei no sebo do moço e garanto o bom estado de conservação do material, além da atenção toda especial que ele dá aos clientes, por e-mail, msn e/ou telefone, a gosto do freguês.

marcelo montenegro tem sido ótima companhia quase diária. ótimo para a mente, o espírito e o coração. péssimo para o bolso, mas não reclamo: hoje, via estante virtual, comprei o “da preguiça como método de trabalho”, após ler isso aqui.

abre parênteses: o título e a imagem deste post foram surrupiados do de hoje do blogue do mestre, termo que lá faz referência ao simpático velhinho da foto, o grande mario quintana; termo que aqui faz referência ao grande marcelo montenegro. fecha parênteses.

**

anteontem e ontem temos comentado o péssimo comportamento dos jornais ilhéus. hoje, novamente pelas capas de o estado do maranhão e o imparcial, poderíamos continuar com esta pauta/ladainha/lenga-lenga. mas, creio, nem (o m)eu, nem (o estômago d)os poucos-mas-fiéis leitores deste espaço agüentam mais tanto sangue e barbaridade.

a chuva nas bancas de revista me enche de tristeza e preguiça. quem lê tanta desgraça? quem quiser ver: as edições de hoje trazem (as mesmas) foto(s) de toda uma família chacinada em zé doca/ma.

2 comentários sobre “mestre

  1. Realmente os fatos que aconteceram nos últimos dias no estado são lamentáveis. E os jornais da capital, expondo a violência sem cortes mostram a ânsia de vender períodicos sem qualquer escrúpulos.Abraços.

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