Antidrogas

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) continua carregando a bandeira, pelo Maranhão afora, do combate às drogas. Já percorreu dezenas de municípios, discutindo, propondo e ouvindo grupos, entidades e autoridades. Ontem ela se reuniu com o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, que apoiou integralmente a campanha.eliziane_gama

Dois bicudos

Os deputados Cabo Campos e Wellington do Curso disputam palmo a palmo o espaço político dos quartéis militares e bombeiros do Maranhão. Campos é da ativa da Polícia Militar e Curso foi sargento do Exército, que trabalhou, inclusive, no setor de inteligência.

Comemorando a aprovação, pelo Senado Federal

De chapéu de couro na cabeça, o deputado Vinícius Louro discursou ontem na Alema, comemorando a aprovação, pelo Senado Federal, da emenda constitucional que libera as vaquejadas no país, que estavam
proibidas pela Justiça. Louro é autor da lei que define as regras do esporte e da proteção aos animais no estado.

A deputada Valéria Macedo (PDT), como primeira corregedora da Assembleia Legislativa do Maranhão, pretende fazer alguns atos relativos às deputadas e relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Asfalto da polêmica

O arranca-rabo teve como mote o Programa Mais Asfalto, do governo Flávio Dino, que a oposição acusa de ter sido usado eleitoralmente em 2016. Noleto disse que dos 217 municípios do estado, 119 já foram contemplados. Ele conferiu que, deles, menos de 20 prefeitos apoiaram Flávio Dino.

Nada fora da pauta

No bate-rebate, a sessão teve que ser interrompida até que a normalidade reinasse no plenário. Antes de começar, o deputado Sousa Neto (Pros) achava que a bancada governista iria esvaziar o plenário. Ficou surpreso ao conferir o contrário. Havia deputados “demais da conta”, como dizem os mineiros – para ouvir Clayton Noleto.

Confronto previsível

Como já era previsível, a presença do secretário estadual da Infraestrutura, Clayton Noleto, na Assembleia Legislativa começou com entrevistas a jornalistas e depois virou bate-boca entre ele e deputado da oposição. O autor da convocação, Edilázio Júnior, do PV, foi o mais exaltado nas cobranças, as quais têm sempre a parceria de Andrea Murad.

O pretinho bom de voto

Já eram previsíveis os confrontos entre oposição e governo neste começo de ano na Assembleia Legislativa do Maranhão. O que ninguém imaginava era que o asfalto acabasse sendo o tema mais explosivo no plenário. A oposição, desde 2015, quando o governo Flávio Dino lançou o programa “Mais Asfalto”, vem taxando-o de eleitoreiro. Em 2016, quando a malha viária urbana e rural foi ampliada para mais de 100
municípios, o clima esquentou mais, com pedidos de informações à pasta da Infraestrutura e discursos contundentes.

Ontem, finalmente, o secretário Clayton Noleto foi ao parlamento prestar informações sobre o programa, que investe R$ 243 milhões este ano. Em 2016, foram R$ 169 milhões, em 629km de vias asfaltadas em 119 municípios. E quando se fala em cifras tão volumosas, aplicadas em pavimentação e asfaltamento de rodovias e vias urbanas, é briga na certa. É essa melhoria que muda bairros, cidades, povoados, meios de produção, de transporte e de tudo que diz respeito à satisfação dos beneficiários.

O asfalto é pura política social no mais amplo alcance. Quem vive ou já viveu em uma rua de chão batido, tomada por buracos, mato e poeira sabe bem o tamanho dos transtornos. E quando, ao invés de ruas, se fala em estradas, aí mesmo é que a indignação explode. O transporte público não chega, a produção não tem preço, não tem mercado. Nada funciona a contento. Por isso o asfalto é um pacto político de largo alcance. Não é à toa que o asfalto ganha até de hospitais e escolas na preferência da população.

Alguém tem dúvida de que asfalto rende voto? Obviamente que não. É o voto mais bem dado, quando o eleitor vê sua rua ou a estrada em que transita coberta com a camada preta de betume espesso, feita de material aglutinante escuro e reluzente, de estrutura sólida, constituído de misturas complexas de hidrocarbonetos não voláteis de elevada
massa molecular, além de substâncias minerais, resíduo da destilação a vácuo do petróleo bruto. Pronto. Taí a definição que o eleitor não quer nem saber, mas os políticos sabem o peso que ela tem nas urnas. Por isso, onde chega o pretinho bom de voto, chega encrenca junto.

Tudo às claras

A presidente do STF, Cármen Lúcia, reagiu ao pedido do Sindicato dos Servidores da Justiça de Tocantins (Sinjusto) para barrar a publicação de informações sobre a produtividade de servidores, juízes e desembargadores. “Em uma república, a vida pública se faz em público”, filosofou.

A vitamina de Sarney

Na Assembleia Legislativa ninguém duvida que o ex-presidente e ex-senador José Sarney dispute, em 2018, nova eleição de senador pelo Amapá. Mesmo com 88 anos naquele pleito, Sarney tem chances de vitória e chegar a um século. Ele tem a política como seu rejuvenescedor natural.sarney

Copiar livros e ideias

Copiar projetos alheios é tão comum no Brasil como copiar livros e ideias sem dar o crédito ao autor. Que o diga o futuro ministro do STF, Alexandre de Moraes. O arranca- rabo de ontem entre Cabo Campos e Wellington do Curso fez lembrar outro episódio ocorrido ali há anos, quando o deputado Pavão Filho chamou o colega Alberto Franco de “ladrão de ideias”.

O deputado Max Barros anda sentido a coluna envergada. Motivo: ao assistir a uma idosa no reality Big Brother esbanjar em exercícios físicos, ele se desafiou. “Vou fazer também”. Quando baixou o tronco para pegar os pés, viu a coluna dar o alarme: “Trec!”. Foi só uma. Ele anda se contorcendo de dores.