Precatórios negociados

Com uma gigantesca dívida de precatórios, com pessoas físicas (funcionários) e empresas, que ultrapassa a R$ 1,1 bilhão, o governo do estado propôs uma medida provisória, já aprovada pela Alema, que define regras de acordos diretos e parcelamento. O mesmo modelo vale para devedores do Estado, que também passam a ter como negociar os pagamentos.

Alvoroço no ninho tucano

“Não fui consultado. Não sei se deputado estadual é importante no PSDB”, reação do deputado estadual Sérgio Frota, mostrando seu descontentamento com a entrada do senador Roberto Rocha no PSDB, sem o aval da direção estadual. “Minha postura é de apoio ao governo Flávio Dino, do qual faço parte da base, como membro do PSDB”, disse.

Corte até na água do pote

O governo Temer está mesmo intencionado a detonar com os programas sociais de maior alcance das comunidades carentes do Brasil. Depois de acabar com a Farmácia Popular e com o Bolsa Atleta, agora será a vez de asfixiar, no orçamento de 2018, o Programa de Cisternas, com enorme alcance no Nordeste. Bate em cheio nas populações do semiárido nordestino. Na proposta de Orçamento para 2018, Temer reduziu em 92% os investimentos nesse programa de cisternas, reconhecido pela ONU como uma das políticas públicas mais
adequadas para regiões em processo de desertificação.

O programa já sofreu corte drástico em 2017, quando dispunha de R$ 248,8 milhões no orçamento, mas foi executado apenas 37%. Criado em 2003 pelo ex-presidente Lula, o programa já possibilitou que cinco milhões de pessoas da região mais árida do Brasil tenham, ao lado de casa, água potável para consumo humano, aproveitando as chuvas. Agora, com um imenso contingente de nordestinos dependendo de cisternas para captação da água da chuva, vão contar com irrisória soma de R$ 20 milhões em 2018.

Segundo a proposta orçamentária enviada ao Congresso, o valor de R$ 20 milhões é destinado à construção de apenas 5.453 cisternas em todo o território nacional. Somente no semiárido, há uma demanda de 350 mil famílias por cisterna para armazenar água de beber e cozinhar alimentos. Isso representa mais de 1,5 milhão de pessoas sem
água potável disponível perto de casa. O Maranhão pode ser incluído no semiárido, por proposta do deputado Hildo Rocha (PMDB), que listou 16 municípios do Baixo Parnaíba a serem incluídos na área de influência da Sudene.

Baque

A quebra do sigilo bancário e bloqueio patrimonial do ex secretário
de Saúde do governo Roseana, Ricardo Murad, pelo juiz federal Carlos Madeira, tem efeito político devastador no projeto de sua filha, deputada Andrea Murad, que pretende trocar a Assembleia Legislativa pela Câmara dos Deputados.

Ajuda idiomática

Engraçado. Na foto da reunião do presidente Donald Trump com os chefes de Estados latino-americanos para discutir “como dar um jeito no governo da Venezuela”, o brasileiro Michel Temer era o único à mesa portando rede fone de tradução simultânea. Por que será?

Boca fechada

Até hoje não vazou para nenhum jornalista de Brasília o que o presidente Michel Temer conversou, no domingo à noite, com o seu colega e conselheiro informal, José Sarney, que esteve no Palácio do Jaburu. Sarney só foi visto na saída, mas sem dizer uma só palavra sobre a conversa com o colega de PMDB.

Gafe na posse

A gafe nem poderia passar despercebida, porque ocorreu diante da passagem reservada aos jornalistas. Foi no ato de posse da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, segunda-feira. O vice- procurador Nicolao Dino, o mais votado na eleição de Dodge, foi barrado na entrada por seguranças que lhe cobravam uma credencial.

Dino foi preterido por Michel Temer, que optou por nomear Dodge, e quase era barrado na posse dela. Nicolao é irmão mais velho do governador Flávio Dino (PCdoB), oposicionista de Temer, denunciado duas vezes por Rodrigo Janot. Mas a gafe durou poucos minutos e Nicolao pôde assistir ao ato solene que, em tese, deveria ser dele.

No plano B do PCdoB

Com a situação judicial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em marcha batida para uma condenação em 2ª instância no Tribunal Federal da 4ª Região de Porto Alegre, o PT está com os nervos em brasa e a cabeça nas nuvens. Assim também vive a mesma tormenta um dos
principais aliados do PT, o PCdoB, cuja liderança de maior visibilidade nacional é o governador Flávio Dino. Com Lula disparado nas pesquisas, exemplo da CNT/MDA, divulgada ontem, o PT está entre a foice e o martelo.

É improvável que, sendo inviabilizado eleitoralmente em 2018, Lula opte por tentar eleger o segundo “poste”, depois do desmantelo que ocorreu com Dilma Rousseff. Já o aliado PCdoB, está dividido nas discussões internas quanto à situação do ex-presidente petista e o seu próprio futuro. Uma corrente defende que os comunistas mantenham a lealdade a Lula até tê-lo como candidato presidencial. Na hipótese
de condenação em 2ª instância, além de outros processos que ele que responde na engrenagem da Lava-Jato, PCdoB desgrudaria do PT e lançaria candidatura própria.

Para Flávio Dino tomar tamanho desafio, seria ousadia demais. Nem mesmo levando em conta que seu nome já transitou no noticiário nacional como eventual candidato presidencial, exigindo dele a recusa explícita. No começo do ano, Dino foi taxativo em dizer que seu futuro eleitoral é disputar o segundo mandato ao governo do Maranhão. Porém, a política é movida a uma intensa energia cinética que faz a roda ganhar velocidade. Quem sabe, como um Padim Ciço do século 21, Lula pode ter profetizado encerrar sua epopeica carreira política em são Luís, nos braços do povo maranhense e de braço dado com Flávio Dino.

Texto nos anais da Alema

Por requerimento do deputado Edivaldo Holanda (PTC), o texto “Meus 17 mil dias em O Imparcial”, relativo ao tempo em que este jornalista desenvolve suas atividades no jornal dos Diários Associados, foi lido e transcrito nos anais da Assembleia Legislativa do Maranhão. O 1º secretário da mesa diretora, Ricardo Rios, comunicou o feito.

Modelo de transporte

A linha Expresso Metropolitana, que atende aos municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, alcançou 400 mil passageiros/mês, em seus 36 ônibus, cuja característica é o conforto. A frota faz do projeto da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, presidida pelo engenheiro Athur Cabral, um modelo de transporte público.