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Apoio a Jerry

“Nós precisamos de um conjunto de lideranças para fazer com que este projeto de mudança continue no Maranhão. Então, precisamos de uma bancada federal de densidade, de peso, com qualidade, lealdade e confiança”, afirmou Flávio Dino, pedindo voto para Márcio Jerry para se tornar deputado federal de sua absoluta confiança.

Emperrou

A campanha do ex-governador José Reinaldo ao Senado, acompanhando a chapa do tucano Roberto Rocha, candidato a governador, empacou. Assim como Roberto Rocha travou seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões, José Reinaldo também sofre na lentidão de Rocha, volume morto das pesquisas.

Tiro no pé 

A apreensão do jornal-panfleto “Maranhão em Foco”, de responsabilidade do candidato a deputado estadual Paulo Roberto Pinto, o Carioca, anteontem, no principal terminal de integração de ônibus em São Luís, rendeu busca e apreensão, pela PF, autorizada pelo TRE, na Gráfica Escolar, integrante do Sistema Mirante.

O jornal apócrifo fazia denúncias falsas contra os candidatos a senador Weverton Rocha e Eliziane Gama, integrantes da chapa de Flávio Dino. Dizia que Weverton era ficha suja, condenado pelo STF, e Eliziane dava cobertura a estelionatário. As notícias são falsas e revelam o ambiente de desespero dos candidatos Edison Lobão e Sarney Filho, da chapa de Roseana.

De acordo com o documento em poder do TRE, foram impressos 500 mil exemplares do “Maranhão em Foco”, ao preço de R$ 27.110,25, na nota fiscal. O estranho é que Carioca
é candidato a deputado estadual e estava detonando com os candidatos a senador, que não são seus concorrentes.

Roseana não chamou o Meirelles

A campanha eleitoral está chegando ao fim, e a candidata do MDB ao governo do Maranhão, Roseana, filha de José Sarney, um dos políticos mais poderosos do Brasil desde a ditadura militar, solenemente, ignorou o presidenciável de seu partido, ex-ministro da Fazenda e milionário, Henrique Meirelles. Pelo que consta, nenhum candidato do MDB ao governo estadual ou a qualquer outro mandato ouviu o chamamento “Chame o Meirelles!”, como ele tanto se oferece.

A candidatura de Meirelles, alias, é uma bordoada na lógica política. Para quem tanto se gaba no horário eleitoral de ser o homem-solução para todas as crises em todos os governos, nem o MDB entendeu o seu empenho em disputar a Presidência da República na eleição mais complicada desde a redemocratização do Brasil. Pior ainda, a razão de Meirelles torrar, do próprio bolso, R$ 45 milhões e não passar dos 2% nas pesquisas. Ele gasta tanto dinheiro, com cara de contentamento, como se estivesse pronto para disputar o segundo turno.

Enquanto Roseana nem pensa em chamar Meirelles, na contramão da lógica, se abraça com fervor à imagem de arquivo do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, exibida em seu programa eleitoral, como se fosse manifestação recente. O irmão dela, deputado Sarney Filho, que foi ministro do Meio Ambiente de Michel Temer, também o ignora em sua propaganda, a exemplo do outro emedebista de peso, Edison Lobão, que está no fim do quarto mandato de senador e lutando pelo quinto. Caso seja eleito, tira o aliado José Sarney da histórica primazia de único político a passar 40 anos no Senado, em toda a história da República.

O grupo Sarney-Lobão está vivendo em 2018 a campanha mais aperreada de sua longa dominação política no Maranhão. Lobão se agarra ao programa Luz para Todos como sendo obra sua, e não dos governos Lula e Dilma, de quem foi ministro de Minas e Energia. Também explora imagens de arquivo com o ex-presidente preso. Todos são do MDB de Henrique Meirelles, mas nenhuma palavra de agrado ao ex-ministro. Já o chefe da oligarquia, José Sarney, permanece nos bastidores, dando as coordenadas e detonando Flávio Dino, nos artigos que escreve dominicalmente em seu jornal – a quem comparou a Josef Stalin, o facínora e tirano que exterminou entre 20 e 30 milhões de pessoas em campos de extermínio na 2ª Guerra.

Atirando a esmo

“E eu quero dizer pra vocês, se Jair Bolsonaro chegar na Presidência, nós vamos ter oportunidade de gerar muitos empregos para vocês, porque nós vamos determinar todos os cargos federais do Maranhão, vai passar pelas nossas mãos (…)”, disse Maura Jorge, candidata a governadora do PSL.

Posse desfeita

A Câmara Municipal de São Luís tornou sem efeito, na sessão de ontem, a ata que deu posse ao vereador Batista Matos, 2º suplente da coligação “São Luís de todos nós”. O primeiro suplente, secretário de Esportes e Lazer de São Luís, Rommeo  Amin, decidiu tomar posse pelos 121 dias, da licença do titular.

Recordista

Sarney marcou ponto ainda sendo senador por dois estados: o Maranhão e o Amapá, sendo recordista em mandatos eletivos, de 1959 a 2014. Foi deputado federal, governador do Maranhão, senador, presidente da República e senador novamente três vezes pelo pequeno eleitorado amapaense.

Projeto arriscado

Nem Rui Barbosa, com 33 anos de mandato, chegou a tanto. Ficou foi longe de Sarney, que cumpriu 50 no Congresso, dos quais, quatro vezes presidente do Senado. É todo esse poderio político sem fim, que Flávio Dino promete desmontar no próximo domingo. Se conseguir, Sarney é o culpado: foi ele quem colocou a filha nessa empreitada perigosa.

Velho Lobo

Se conseguir ser reeleito senador, o filho de Mirador, Edison Lobão (MDB) chegará ao fim do mandato, em 2027, com 91 anos de idade. Ele se igualará a José Sarney, no Senado, ao único brasileiro, até hoje, desde a proclamação da República, a ter passado 40 anos naquela Casa do Congresso.

A ferramenta da mudança

As eleições estão chegando no dia 7 feito uma onda gigante. A campanha alcança seu ponto mais tenso nos três dias que restam. A disputa presidencial, dadas as circunstâncias
da crise institucional, política, econômica e social, faz os brasileiros viverem a maior expectativa desde 1999, quando votaram pela primeira vez depois do golpe militar de 1964. Há quatro anos, a presidente Dilma Rousseff foi golpeada pelo Congresso, apoiado pelo Judiciário, fazendo com que as eleições deste mês ganhem uma importância sem precedente.

No Maranhão, trava-se, novamente, a estrondosa batalha política para pôr fim ao sistema político oligárquico, implantado em 1965 por José Sarney. Do lado oposto, está o governador Flávio Dino com todas as ferramentas de poder que Sarney usou para se manter por tantas décadas dominando o Estado dentro ou fora do Palácio dos Leões. Sarney estendeu seu poderio pelo país, ao ser presidente da República, e para o Amapá, por onde se elegeu três vezes senador.

Como o Brasil é uma república presidencialista democrática, o voto que cada eleitor porá na urna no próximo domingo deverá ser o voto da esperança para a maioria. Muito relevante também para o Maranhão, onde o embate de urna se dá entre uma Sarney e um adversário ferrenho. O voto é a ferramenta de recolocar o país no caminho da recuperação, da união nacional e da superação das desigualdades perversas entre ricos e pobres. O Maranhão é o estado mais sofrido no país.

É pelo voto do dia 7 que os maranhenses vão resolver um impasse histórico: retornar o estado ao poder das famílias Sarney-Lobão ou quebrar de uma vez o paradigma do sarneísmo. Sistema político que não conseguiu arrancar o estado do atraso – apesar dos discursos ufanistas do ex-presidente da República. Flávio Dino, ganhando no primeiro turno, ou mesmo no segundo, estará na história do Brasil. Terá derrubado a mais longa oligarquia estadual que resiste de pé, até a estas alturas do século 21.