Arquivos da categoria: Sem categoria

É ruim?

No segundo trimestre de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados no trabalho potencial) foi de 24,6%, o que representa 27,6 milhões de pessoas no Brasil. Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%) têm as maiores taxas – PNUD, divulgado ontem.

Weba impugnado

Em razão de ser considerado inelegível pelo TSE, o procurador regional eleitoral do Maranhão impugnou o pedido de registro de candidatura do deputado estadual Hemetério Weba (PP). Ele coleciona um monte de rolos judiciais que o torna ficha-suja.

Praça cheia

A pracinha Chico Noca, centro da cidade de Raposa, região metropolitana de São Luís, ficou pequena, no começo da noite de ontem, para a multidão que participou da abertura da campanha de Flávio Dino e sua leva de candidatos da coligação “Todos pelo Maranhão”.

Pancadaria

O senador Roberto Rocha, candidato do PSDB ao governo maranhense, entrou de vez na trincheira do sarneísmo com a artilharia apontada contra Flávio Dino. Dispara seus petardos com o mesmo ódio da turma de sobrenome Sarney.

Esperança não morre

Mesmo com a campanha apenas começando, não vai ser fácil os candidatos com menos de 10% nas pesquisas recuperarem o prejuízo num espaço de tempo tão curto. A não ser que apostem todo o talento na força do horário eleitoral, hoje dividido com as mídias plantadas na internet.

Te cuida, Zé

A julgar pela posição do senador Roberto Rocha na pesquisa da Data Ilha (3,3%), o deputado José Reinaldo, candidato a senador, tem mais é que cuidar de se juntar com outros candidatos, como Eduardo Braide, concorrendo fora da coligação tucana, mas com enorme potencial para galgar uma cadeira na Câmara Federal.

A mítica da TV na campanha eleitoral

Ontem, os candidatos começaram a campanha eleitoral. No Maranhão, nenhum dos seis candidatos ao Palácio dos Leões procurou um espaço em São Luís para dar a largada na corrida atrás do eleitor. E será corrida mesmo, pois o eleitor nunca esteve tão escabreado em relação aos políticos. Pior ainda, com relação aos velhos da política que sempre fizeram a política velha.

Quem não mudar o discurso, a pose e até o jeito de dar tapinha nas costas do eleitor, pode se dar mal. Essa campanha é diferente. Tem mais rede social do que contato pessoal. É campanha sem dinheiro empresarial, sem palanque, carro de som, outdoor, panfletagem e brindes. Adeus carradas de pedras na porta do eleitor. Emprego é bom nem se falar, como também promessas mirabolantes.

E quando vier a campanha pelo rádio e a TV? Aí mesmo é que o bicho vai pegar. Gente com um tempão de imagens e falação e outros com segundos para dizer quase nada do que gostaria. Ontem, o jornal espanhol “El País” lembrou de 1989, quando Lula perdeu para Collor. “Bote fé no Velhinho, o Velhinho é demais. Bote fé no Velhinho, que ele
sabe o que faz, Vai limpar o Brasil do Oiapoque ao Chuí e acabar com a molecagem que tem por aí”. Era o jingle de Ulysses Guimarães durante a campanha presidencial.

O Brasil acabara de sair do regime ditatorial de 1964. Voltava às urnas para escolher seu presidente depois de 25 sem voto. O TSE reservou cinco horas diárias — em dois blocos de duas horas e meia — durante 58 dias para que a população conhecesse os 22 pleiteantes ao Palácio do Planalto. Quase 30 anos depois, as cinco horas diárias estarão reduzidas a 25 minutos, em dois blocos de 12 minutos e meio, e por apenas 35 dias. O tempo de todo de 2018 é quase o mesmo que os 11 minutos que Ulysses teve em 1989, ou os 11 minutos e 48 segundos de Dilma Rousseff em 2014.

A diferença no tempo é astronômica. Em 1989, o “velhinho” Ulysses do jingle ficou em sétimo lugar, e o jovem Collor foi eleito. Em 2014, Dilma, com os mesmos 11 minutos, foi reeleita com a força de Lula, hoje enclausurado e com quase nenhuma chance de manter a candidatura e ter a foto na urna do dia 7 de outubro. Como será esse desdobramento do tempo na novela eleitoral no Maranhão? Só o segredo das urnas vai revelar.

Situação complicada

Com o placar de 3×1 contra o recurso do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, o TRE-MA, transferiu o final do julgamento de ontem para o dia 21, terça-feira, graças ao pedido de vista do juiz Itaércio Paulino da Silva. Murtad foi condenado em 2017, pela juíza Joseane Araújo Farias, de Coroatá, por abuso de poder econômico.

Como o placar está de 3×1, Murad precisa do voto do juiz Itaércio, que pediu vista, de mais um do plenário, o que daria empate de 3×3. Nessa hipótese, o presidente Ricardo Dualibe daria o voto de minerva. Mas se pelo menos um dos dois juízes do plenário acompanhar os três, Murad pode ficar inelegível.

Falta completar

Agora, ninguém sabe se o patrimônio foi finalmente inventariado entre os filhos e outros herdeiros do ex-governador Luiz Rocha. Certo é que o candidato do PSDB ao governo conseguiu amealhar uma boa fortuna. Muitos aproveitam as crises para ganhar dinheiro, no que chamamde“ambiente propício para às oportunidades”.

Soube fazer

O senador Roberto Rocha, que em 2014 declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 152,2 mil. Agora, ao registrar sua candidatura no TRE, o patrimônio dele saltou para R$ 2,2 milhões. Na eleição passada, ele esclareceu que possuía pouca coisa porque tudo que tinha era espólio do pai, Luiz Rocha, há anos rolando numa encrenca jurídica sem fim.