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Questão de ordem

O deputado Sousa Neto (PROS) questionou ontem, na Alema, o suposto envolvimento de Flávio Dino e do secretário Carlos Lula no suposto desvio de mais de R$ 18 milhões da Saúde do MA, de 2015 até agora. Ele disse que tudo foi desmontado pela PF, durante a operação ‘Pegadores’,
desdobramento da “Sermão aos Peixes”.

Emendas impositivas

O deputado César Pires (PEN) voltou a criticar, de forma dura, o parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Maranhão contrário à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2017, de sua autoria, que torna obrigatória a execução
das emendas parlamentares ao Orçamento do Estado.

Dois pedidos

Acrescentou Dino, que “até o presente momento (ontem à tarde) não chegou ao nosso Governo a suposta lista de ‘400 fantasmas’ que existiriam na Secretaria de Saúde em 2015. Queremos a lista para ajudar a apurar a alegação. Já requeremos oficialmente 2 vezes e nada”. A Justiça Federal auturizou a liberação do tal documento ao governo.

Cadê a lista?

Em seu perfil no Twitter, Flávio Dino disse ontem que o seu governo “sempre foi e continua a ser de colaborar com todas as investigações sérias e isentas. Por isso queremos a lista dos 400 funcionários ‘fantasmas’ que a Polícia Federal disse ter levantado na Saúde, durante a Operação Pegadores”. Disse mais: “É para ajudar a esclarecer a verdade, qualquer que seja ela”.

Recuperação em casa

Rogério foi às lágrimas depois que o padre Carlinhos, do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, e missionários evangélicos fizeram o ato religioso. Dele participaram funcionários, o presidente em exercício, Othelino Neto, e os diretores da Alema. Humberto recebe o tratamento de uma equipe médica, em sua residência em Caxias.

Lembrando Cafeteira

Ao falar ontem, no ato ecumênico, realizado no Complexo de Comunicação da Assembleia Legislativa, em prol da recuperação da saúde do presidente Humberto Coutinho (PDT), o deputado Rogério Cafeteira não conteve a emoção, ao lembrar-se da situação do tio, ex-senador Epitácio Cafeteira, há um tempão desenganado dos médicos.

A carrapeta brasileira

Quando os ministros do Supremo Tribunal Federal jogaram o placar de 5 x 5 para a presidente Cármen Lúcia decidir devolver ao Senado a solução para o afastamento do tucano Aécio Neves, sabiam o tamanho do imbróglio que estavam criando. E que aquela decisão teria imediata repercussão nas assembleias legislativas e câmaras municipais.
Era a “jurisprudência” a favor de quem pode usá-la em benefício
próprio: o Legislativo. Até Marina Silva (Rede) considerou a decisão um “auto indulto privilegiado”.

Assim, o Senado acabou fazendo o seu próprio julgamento: absolvendo Aécio. E fez o que o STF já sabia que iria fazer. Absolveu o senador que perdeu a eleição presidencial de 2014 e depois comandou o golpe contra o mandato da eleita, Dilma Rousseff. Os ministros jogaram politicamente, e o país acompanha o vale-tudo, do qual se aproveitou a
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para libertar da cadeia o presidente Jorge Picciani e outros dois deputados, que ficaram apenas 24 horas no xilindró, acusados de corrupção.

Daí em diante, a Judiciário brasileiro segue fazendo suas escaramuças, enquanto transita entre o céu e o inferno na percepção da sociedade. Ontem, o jornalista Luís Costa Pinto, em brilhante texto, produziu uma tirada que só os de seu nível sabem: “Pronto: precisamos de um Napoleão no Palácio. É melhor isso do que um país repleto de Napoleões de hospício. Nosso Bonaparte pode até ser um juiz, um
ex-ministro de STF, um iluminado qualquer. Põe lá. Vai dar errado. Aí zera tudo e a gente recomeça”.

Com ou sem bonapartismo, ontem o Tribunal Regional Federal da 2ª Região expediu uma nova ordem de prisão e afastamento do cargo para os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, soltos pelos seus colegas na sexta-feira. Os magistrados fizeram até sessão extraordinária, e no final apoiaram, unanimemente, o entendimento do desembargador Abel Gomes: a Alerj extrapolou
suas atribuições constitucionais. E aí, como fica o STF, que autorizou o Senado a julgar Aécio? Realmente, tem Bonapartes demais espalhados pelo Brasil afora.

Humberto Coutinho

Acatando orientação da equipe médica que acompanha o tratamento do deputado Humberto Coutinho, a esposa, ex-deputada Cleide Coutinho, comunicou aos amigos que as visitas estão suspensas, até a recuperação completa do paciente. Ele está reagindo bem ao tratamento contra o câncer de intestino, em sua casa, em Caxias.

Moradia barata

O prefeito domingos Dutra, de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, entrega, hoje, junto com representantes do Ministério das Cidades, da CEF e do governo do Maranhão, as chaves de 984 imóveis no Jardim Primavera I, na estrada da Praia de Iguaíba. Dutra tem sido incansável na defesa da população carente do Paço.

Zé da Ilha

Como presidente da República, Sarney deu uma guinada na direção dos comunas. Ou foi apenas uma recaída no tempo de juventude, quando era “esquerdista”, escrevendo e fazendo poesia ao lado de Ferreira Gullar, na revista “A Ilha”, de onde ganhou o apelido de Zé da Ilha, bem antes de ser rebatizado de José Sarney? Gullar, na velhice, também perdeu o encanto pelo comunismo.