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Regras sem regras

O relatório na Câmara, do deputado Vicente Cândido (PT-SP), prevê um fundo que distribua dinheiro a partidos dentro de novas regras. Que regras? O horário gratuito de propaganda eleitoral deixa de levar em consideração as coligações partidárias. O texto beneficia partidos de
bancadas grandes na Câmara.

Corrida contra o tempo

Proposta de reforma política que tramita no Congresso, contando dias e horas para ser votada a toque de caixa, na corrida contra o tempo, pode atrapalhar candidatos de siglas nanicas, como Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede), dois nomes que hoje aparecem bem colocados nas pesquisas, embora distantes do ex-presidente Lula.

De recesso parlamentar no Maranhão, o senador João Alberto tem gastado o tempo em conversas de pouca relevância política, sem discutir o seu próprio futuro a partir de 2019, quando termina o mandato. Se concorre à reeleição, se lutará pela vice na chapa de Roseana, ou se vai curtir a aposentadoria e esquecer a política. Tudo
é duvidoso. Sem dúvida.

Se existe hoje no Maranhão um político acuado diante dos cenários tão nebulosos de crise para todos os lados, é o ex-presidente José Sarney. Ao mesmo tempo em que procura brechas para fustigar o governador
Flávio Dino, ele olha para o centro da crise em Brasília e não vê luz no fim do túnel.

Se Michel Temer cair, Roseana Sarney pode adiar o sonho de candidatura. Se temer ficar, mas sem derrotar a crise, não muda nada para o PMDB nos estados. Se o Congresso fizer reforma política, o fará no escuro, sem imaginar como a população vai reagir. Com ou sem financiamento público das campanhas, o drama dos Sarney é o mesmo

Escapou de novo

Roseana Sarney ganha mais uma na Justiça do Maranhão. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cleones Cunha, rejeitou recurso interposto pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) na tentativa de, novamente, bloquear todos os bens da ex-governadora do PMDB, no chamado “Caso Sefaz”.

Fora da liturgia

A lei é do ano em que o filho mais ilustre de Pinheiro assumiu a Presidência da República, com a morte de Tancredo Neves, antes de sentar em sua cadeira no Palácio do Planalto. No auge do poder de Sarney, os bajuladores ignoraram a liturgia e extrapolaram os limites da decência e da ética. Nem os generais da ditadura ousaram tanto.

Era só o que faltava

O promotor de Justiça da comarca de Pinheiro, Frederico Bianchini Joviano dos Santos, resolveu acabar com um surto de culto à personalidade no município. Recomendou à Câmara de Vereadores que revogue a Lei Municipal Nº 706/1985, que estabeleceu,em 1985, feriado no dia 24 de abril, data do aniversário do ex-presidente José Sarney.

O desabafo de Edivaldo

O asfalto nas vias urbanas tornou-se, com o crescimento das cidades e a popularização do automóvel, tão importante na vida das pessoas, como água na torneira. Não é à toa que pesquisas indicam o asfalto como um dos itens mais reivindicados em termos de serviço público, pela população. Em muitos casos, até mais do que se pedem médicos e escolas nos bairros. Está provado, portanto, que o pretinho no chão acabou se tornando um respeitado cabo eleitoral dos governantes, além de uma via preferencial também nas estradas.
Talvez olhando nesse contexto foi que o governador Flávio Dino resolveu, mesmo diante da crise de corte de gastos em todas as esferas de governo, investir na recuperação e construção de 200 quilômetros de malha viária nos quatro municípios da região metropolitana de São Luís. São realizações que envolvem as prefeituras, a Secretaria de Infraestrutura e as agências de Metropolização e de Mobilidade Urbana.
No lançamento do pacote de 30 obras em bairros, avenidas e rodovias de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, no Palácio dos Leões, perante o governador Flávio Dino e seus colegas dos municípios da Ilha, o prefeito Edivaldo Júnior, da capital, não se conteve. Lançou o desabafo, sem citar Roseana Sarney como alvo. Mas foi com ela que ele governou por dois anos (2013/2014): “Eu sei bem o que é a falta de apoio do governo estadual quando, ao invés de apoio, a gestão municipal sofre é retaliação. Eu enfrentei isso nos anos iniciais do meu governo”.
Edivaldo não exagerou. Roseana marcou encontro com ele em Palácio, prometeu isso e aquilo, mas, na hora de fazer, o governo assumia tudo. E não teve mais conversa com o chefe da capital, cujos palácios governamentais são separados apenas por um muro. Ate os hospitais de emergência de São Luís, o Estado quis assumir, pelo secretário Ricardo Murad, todo poderoso do governo da cunhada. A eleição de Flávio Dino, marcada pelo compromisso de parceria de fato na capital, tem sido fiel ao prometido, como no caso do pacote asfáltico

Desgaste natural

Agora, a atuação estava desgastada, logo no começo do segundo mandato de Edivaldo Júnior. Sem trauma, o pedido foi aceito e agora é esperar a atuação do técnico Lula Fylho na área. Se aceitar, Helena permanecerá na equipe de Edivaldo. Mesmo que pretenda disputar uma vaga de deputada em 2018.

Atuação política

O peso político foi calculado à exaustação. Afinal, Helena tem uma vida política atribulada, entre ser vereadora, viceprefeita de São Luís (na gestão de João Castelo) e ocupante da mesma pasta da Saúde. No entremeio, o marido Afonso Manoel foi eleito deputado estadual e depois vereador, em 2016.

Riscos calculados

A minirreforma administrativa em que o prefeito Edivaldo Júnior trocou a secretária de Saúde, Helena Duailibe, pelo titular da pasta de Governo, Lula Fylho, foi bem planejada e “balanceada” com fatos políticos e sociais que se interligam desde os atendimentos na rede hospitalar até as urnas eleitorais.