Um cipoal de urtiga

Faltam 89 dias para as eleições gerais. O ambiente político no Maranhão virou um pandemônio. Há encrespamento em todos os cantos nas bases eleitorais dos candidatos a deputado, senador e governador. Diante de um processo eleitoral completamente diferente de tudo que
já se viu no Brasil, as disputas do Maranhão entraram num confronto aberto entre o grupo Sarney, tentando a todo custo voltar ao poder desmoralizando o adversário mais forte de Roseana, Flávio Dino. Para tanto, usam suas mídias como ferramenta de detonação do adversário.

Mas não é só a disputa do governo que virou guerra. O encrespamento está por toda parte. Na última quarta-feira,com a Assembleia Legislativa já se preparando para o recesso, a deputada Ana do Gás e Vinícius Louro trocaram acusações até pessoais por causa de emendas que ambos destinaram ao município de Esperantinópolis, onde suas famílias se digladiam por voto. O confronto é uma pequena mostra de como será o corpo a corpo entre todos os deputados que pretendem renovar o mandato e os que estão fora, mas já abrindo espaço para chegar ao plenário da Alema em 2019.

Nos bastidores, o ex-senador José Sarney tentou, com o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, sacar a legenda regional da aliança com o PCdoB de Flávio Dino e levá-la para o MDB de Roseana, ou, em outra hipótese, para coligar com o PMN do deputado Eduardo Braide. O PR tem 40 deputados na Câmara (5º bancada), uma bolada
nos fundos Partidário e de Financiamento de Campanha, o que atenderia aos objetivos de Sarney. Reforçaria a coligação de Roseana; abriria espaço para Braide se animar a concorrer, tendo espaço maior no horário eleitoral e nos debates de TV e rádio. E forçar, com o fortalecimento de Braide, um segundo turno com Roseana e Flávio Dino.

Pelo visto, Sarney não desmanchou o nó que o deputado Josimar do Maranhãozinho, que presidente o PR no Maranhão, fez na aliança com Flávio Dino. Ontem, o jornal dos Sarney chamou Josimar de “leiloeiro” de partido. Fica demonstrado que a tentativa de Sarney “puxar” o PR para o MDB foi malsucedida. Seja como for, no próximo dia 20, começam as convenções que se estendem até o dia 7. Daí em diante, é campanha de apenas 52 dias – sem empresas financiando candidatos. O comício morreu e ressuscitou no celular pelas redes sociais. Esse é o dilema que martela dia e noite a vida dos candidatos, diante do eleitorado arredio, revoltado e achando – erradamente – que todo político é corrupto.

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