Arquivos mensais: julho 2018

Aliança ampliada

O Avante passou a ser o 16º partido a incorporar-se à aliança flavista. A legenda comandada por Hilton Gonçalo, que já foi do PCdoB, decidiu fechar com ele, domingo passado, e vai para o Chapão. No primeiro momento, Gonçalo, prefeito de Santo Rita, andou sonhando até em concorrer ao governo.

Foto suspeita

Surpresa na guerra jurídica travada pelo grupo Sarney contra Flávio Dino. Na ação impetrada no TRE pelo PV,aliado de Roseana Sarney, pedindo a retirada de postagens de Dino em todas as redes sociais, entrou até uma foto dele batendo pênalti, num campo restaurado no
Alto Parnaíba. A liminar foi concedida.

Conveniente esquecimento

Chamou a atenção, na convenção emedebista do Maranhão,o fato de nenhum candidato da chapa liderada por Roseana Sarney ter lembrado do presidente Michel Temer, hoje maior liderança da legenda. Nem o presidente José Sarney,presente à convenção, lembra mais do amigão Temer,nos artigos que escreve em seu jornal.

Lulista

Mesmo tendo perdido a presença do PT em sua coligação, ao contrário das eleições recentes no Maranhão, Roseana Sarney esbanjou elogios ao ex-presidente Lula, em sua convenção domingo passado. Defendeu que o petista seja libertado logo. As correntes sarneístas do PT adoraram e aplaudiram Roseana.

Jogo do poder

Em 2014, quando o então PMDB de Roseana Sarney, ainda no governo, lançou Lobão Filho à sua sucessão, conseguiu reunir 18 partidos, inclusive o PT. Agora, ela mesma como candidata só conseguiu nove – exceção do MDB –, todos de pequena estrutura. O PT foi com Flávio Dino, que reuniu 16 partidos, contra nove da aliança de 2014.

Caça-postagens

O governador Flávio Dino levou ontem um enorme susto.Foi informado, à tarde, que o juiz eleitoral Alexandre Lopes de Abreu determinara, liminarmente, em ação do PV, que ele tem 10 dias para apagar todas as postagens e matérias institucionais contendo layouts e logomarcas do governo estadual, publicadas em todos os perfis sociais

Mentiras de pernilongas

O velho dito popular “Mentira tem pernas curtas”, em forma proverbial aguda e sem autoria definida – de tanto uso geral –, hoje não faz mais sentido. A mentira nos dias atuais, em que a internet virou o mundo da comunicação de cabeça para baixo, nem precisa de pernas longas
ou curtas para se propagar. Está sendo desmoralizada na primeira esquina, se alguém resolver usá-la. As mentiras que fazem história e estória percorrem o mundo em fração de minutos, no formato de notícia falsa, já americanizada,como quase tudo no Brasil, co mo fake news.

As notícias falsificadas estão em toda parte. Em pleno período eleitoral no Brasil, com as candidaturas começando a parte de registro convencional, elas estão mostrando que  podem construir capítulos à parte na política e nos resultados das urnas. Podem até colocar em risco a democracia. Foi assim nos Estados Unidos, pai da internet e de seus derivativos,e assim será no Brasil, com incrível potencial de influenciar
tendências, desinformar e interferir nos resultados eleitorais.

Ontem, por exemplo, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman, acusou o jornalista do Globo Lauro Jardim de “fake news”. Ele publicou que o ex-presidente Lula e o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) teriam trocado cartas e que o petista confirmara apoio à candidatura
do cearense. O PT do Ceará causou polêmica ao informar que abriu mão da candidatura do senador José Pimentel, liberando a vaga às articulações do governador Camilo Santana, abrindo espaço para Eunício Oliveira.

Aqui no Maranhão, as notícias falsas estão por toda parte. Elas aparecem a todo instante nas redes sociais, na blogosfera e nos meios de comunicação tradicional. O Tribunal Regional Eleitoral, acompanhando o que fez o TSE, criou uma comissão especial, abrangendo vários órgãos judiciais e de segurança para monitorar as fake news que se espalham como vírus na internet e suas plataformas. Com o que essas ações vão produzir em termos de limpeza do processo eleitoral, é pouco provável a comprovação da eficácia até o dia do voto.

Cofre aberto

O diretório nacional do MDB já definiu R$ 1,8 milhão de repasse à campanha de Roseana Sarney. O dinheiro será entregue ao diretório estadual, comandado pelo senador João Alberto que, por pouco, não saiu vice de Roseana. A grana será dividida para as campanhas de governo, Senado, deputado federal e estadual.

Aceno ao Nordeste

Durante entrevista ao programa Roda Viva (TV Cultura), exibido no dia 23, Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, citou o projeto Criança Feliz, elaborado pelo atual prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva, quando era secretário no governo José Reinaldo. É a tentativa de mimar o Nordeste e o Maranhão, onde Lula dispara na preferência.

Votação bem dividida

O candidato a vice de Roseana Sarney (MDB), o empresário Ribinha Cunha, concorreu em 2016 à Prefeitura de Imperatriz e ficou em 4º lugar, com 20% dos votos, que somaram 26,5 mil. Aliás, o 2º reduto eleitoral do Maranhão apresentou no pleito de prefeito um resultado em que os  quatro mais votados ficaram entre 20% e 30% dos votos.