Arquivos diários: 22/06/2018

Base de esperança

A corporação espacial russa Roscosmos e a Agência Espacial Brasileira (AEB) discutiram a possibilidade da participação do país de Wladimir Putin no desenvolvimento do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), na região metropolitana de São Luís, informou o serviço de imprensa da corporação.

A delegação de Roscosmos, liderada pelo diretor-geral Dmitry Rogozin, participa do simpósio do jubileu da Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Usos Pacíficos do Espaço Exterior (Unispace + 50). Também os Estados Unidos já estão mais adiantados em assumir o controle do CLA.

Zé Vieira tenta voltar

Porém, quem vai decidir é o TSE, que ainda nem comunicou ao TRE-MA, pois precisa publicar o acórdão e julgar eventuais embargos que a defesa de Zé Vieira apresentar. O prefeito já caiu e levantou por diversas vezes antes e depois de eleito. Porém, como parece ter sete fôlegos, Zé Vieira ainda mantém a esperança de voltar ao cargo.

Pleito duplicado

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, desembargador Ricardo Duailibe, disse a este Bastidores que o ideal seria realizar a eleição suplementar em Bacabal, onde o prefeito Zé Vieira foi cassado, junto com as demais eleições em outubro. Ficaria menos dispendiosa e resolveria tudo de uma vez.

Os braços partidários

Faltando um mês para o período de convenções (20 jun- 5 ago), o candidato à reeleição de governador do Maranhão, Flávio Dino, conseguiu reunir uma coligação com 14 partidos, o que vai lhe render um tempão na TV. Sua principal concorrente, Roseana Sarney tem três legendas, e Roberto Rocha, até agora, não disse sequer se haverá aliança com seu PSDB.

A mentira digitalizada

As fake news têm o poder de destroçar as eleições deste ano. Elas se transformaram num campo minado na guerra pelo voto em qualquer parte. No Maranhão, as notícias falsas que agitavam as campanhas no passado, hoje chegam ao eleitor pelo celular, da forma mais avassaladora possível. Antigamente, os candidatos enxovalhavam a honra ou a conduta dos adversários com montagens fotográficas impressas ou ataques pessoais diretos nos palanques, diante da multidão.Tudo isso é passado. Agora, a mentira político-eleitoreira tem outro nome e sobrenome em inglês: fake news.

Hoje, o palanque sumiu da campanha. E com ele, os showmícios com astros da música, pois foram proibidos pela legislação.Com as tecnologias digitais invadindo até a intimidade de todo mundo, as fake news estão em alta, ameaçando as eleições no Maranhão, no Brasil e no Mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo,Donald Trump surfou a onda e saiu vencedor numa das eleições mais improváveis da América, movido por uma bateria de desinformações que fermentaram a sua candidatura.

Os assessores de Trump espalharam na rede, por exemplo, que o papa Francisco apoiava o republicano para a presidência.Os fiéis conservadores do partido, que ainda acalentavam alguma desconfiança em relação ao empresário fanfarrão, viram naquela “bênção” um selo de garantia para definir o voto. Agora, o fato causa dor de cabeça no Brasil. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, disse ontem que a legislação brasileira prevê a possibilidade de anulação de eleições se o resultado for influenciado pela difusão de informações falsas.

O ministro Fux, que hoje estará em São Luís debatendo com juízes eleitorais, membros do Ministério Público e advogados especializados, entende que o Código Eleitoral traz essa base para anular pleitos. É o artigo 222, que não admite resultado de eleição alterado por força de fake news, difundida de forma massiva e criminosa. O problema é
que aquele que “provocar” a Justiça terá que provar que as fake news tiveram peso na eleição e no resultado das urnas. Portanto, para quem pensa que notícia falsa é brincadeira,deve cuidar logo de olhar o Código Eleitoral.