Arquivos diários: 19/06/2018

Nó cego

Aparentemente, a chapa majoritária de Flávio Dino está completa, faltando apenas os suplentes de senador. Mas a realidade é outra. O PT ainda quebra lanças para indicar um candidato a senador ou até mesmo o vice-governador, que Dino já definiu manter Carlos Brandão.

Situação embaraçosa também vive a candidata Roseana Sarney (MDB) e o tucano Roberto Rocha. Roseana indicou o irmão Zequinha para o Senado e guarda, como reserva de contingência, a outra para eventual cooptação de alguém do grupo Dinista. Já Roberto Rocha nem é bom falar, pois José Reinaldo está com jeito de quem sobrou para Waldir
Maranhão,ou Alexandre Almeida.

Fora da curva

O senador Roberto Rocha, presidente regional do PSDB, tem andado pelo interior do Maranhão, cabalando voto para sua candidatura ao governo, mas sem nem a sombra de José Reinaldo por perto. Quem está marcando presença é o deputado federal Waldir Maranhão e o estadual Alexandre Almeida. Foi assim, nesse fim de semana, na Baixada.

Enrolado todo

O deputado federal José Reinaldo virou um fenômeno de incredulidade na eleição de 2018. Pré-candidato a senador, ele já “rodou” vários partidos até acampar no PSDB com a proposta de concorrer ao Senado Federal. Mas as coisas têm dado tão errado, que nem no ninho tucano ele tem mais a garantia da eleição majoritária.

Sonhos das “zebras”

Copa do Mundo, para quem está de fora, é a perfeita ocasião para sonhar com o triunfo dos excluídos da bola, as “zebras”eventuais, os esforçados bailarinos africanos ou asiáticos. No Brasil, também tem muitos sonhos triunfantes dos excluídos de urnas, como a presidenciável do PMN, Valéria Monteiro, que anda em campanha pelo Brasil sem ninguém ao redor.

Futebol descolorado

Com a Seleção Canarinho estreando desengonçadamente na Copa do Rússia, ao empatar com Suíça, para quem os milhões de brasileiros que se aglomeram diante da TV e os 72,5 mil que foram gastar milhões de dólares no país de Vladimir Putin vão torcer de agora em diante? Aquele empate, para um país cuja tradição é relógio de fama e não a bola em Copa do Mundo, só fez exasperar a sensação de descrédito em tudo,
diante da crise que assola o Brasil.

O Brasil perdeu, definitivamente, a condição de queridinho dos fãs do futebol, aqueles que pelo mundo afora viam a Seleção verde-amarela como um ajuntamento único de gênios do futebol, em contraposição ao retrancado “futebol de resultado”, a excelência do “jogo bonito”. Vale lembrar, como bem fez o jornal inglês The Guardian, do filme A Copa, de 1999, dirigido por Khyentse Norbu Rimpoche. Mostra as artimanhas
de dois monges noviços para burlar a vigilância do mestre budista e assistir à final da Copa de 1998, na qual torciam para o Brasil do convulsionado Ronaldo, o fenômeno.

Mas isso foi ainda no ocaso do século 20. Os tempos são outros, e o futebol xodó do mundo também mudou. Assim como nenhum brasileiro esquece histórica Copa do México em 1970, também vai ficar na memória dos tempos modernos o alarido e vexaminoso 7 a 1 em casa para a Alemanha. Quando faltam menos de quatro meses para as eleições presidenciais, os brasileiros estão muito mais interessados em fazer uma limpeza na política pela urna, do que chorar por fracasso
futebolístico, que não enche barriga de ninguém.

Tão perto da eleição presidencial e tão longe de se imaginar quem estará envergando a faixa do poder central no próximo dia 1º de janeiro. No Maranhão, ninguém faz os famosos “bolões” sobre os jogos da Copa. Todos estão interessados é em saber se o time de José Sarney, com seu meio século de mandonismo, vai retomar o Palácio dos Leões, ou se Flávio Dino montará uma retranca impenetrável e permanecerá com o troféu das urnas, conquistado, historicamente, em 2014. Esse sim é o campeonato que interessa de perto a todos os maranhenses e os brasileiros. A vitória das urnas do dia 7 de outubro no Planalto e no Palácio dos Leões.