Arquivos diários: 18/06/2018

Três é demais

Conforme o blog do jornalista Gilberto Léda, durante passagem por Carutapera, Roberto Rocha confirmou as pré-candidaturas do deputado federal Waldir Maranhão e do estadual Alexandre Almeida ao Senado. Aí alguém vai sobrar, pois na chapa só cabe dois.

Sem rifa

Para o senador Roberto Rocha, pré-candidato a governador pelo PSDB, o deputado José Reinaldo Tavares, candidato a senador, não teve sua candidatura rifada. “Ninguém pode, ainda, ser “rifado” ou anunciado candidato”, disse Rocha, metaforicamente.

Chapas pela metade

A situação do governador “comunista” é completamente diferente dos seus concorrentes, que até agora nem estão todos definidos. E dos que já oficializaram, nenhum indicou o vice. Roseana tem apenas o irmão Zequinha Sarney como candidato ao Senado, junto com Edison Lobão.
O vice tem sido citado como Francisco Escórcio (MDB).

Coligação montada

Flávio Dino vem trabalhando numa costura, sem crise, para não tornar vulnerável sua coligação de 14 partidos. Em 2014, quando derrotou o Grupo Sarney (63,5% dos votos), Dino concorreu com nove legendas, das quais apenas o PSDB se afastou este ano, pela candidatura de
Roberto Rocha.

Chapa completa

Ao carimbar ontem a candidatura ao Senado da deputada Eliziane Gama (PPS) em sua chapa, o governador Flávio Dino concluiu uma das etapas mais intrincadas de seu projeto de reeleição em outubro. Como ele, seguirão Weverton Rocha (PDT) e Eliziane para o Senado; e Carlos
Brandão (PRB) mantido na vice.

Por que “secar” a Seleção?

A Seleção Brasileira, festejada mundo afora e sempre tida como “favorita” em todas as Copas, desde o tricampeonato do México em 1970, estreia hoje contra a Suíça, na Rússia. A pergunta que não quer calar é: Por que tanta gente vai torcer contra o time de Tite, novamente tido como favorito? Basta percorrer os bairros de São Luís, onde a população costumava fazer mutirão para mudar a paisagem das ruas, colorindo-as com bandeirolas verde amarelo e pintando o chão com a reprodução da Bandeira Nacional, para sentir, hoje, o estado de espírito desanimado em relação à representante, na Rússia, do “país
do futebol”.

É tão raro encontrar esse ambiente colorido e festivo quanto espaço de ajuntamentos de torcedores para aguardar o desdobramento da partida, logo mais à tarde. Diante da crise política e econômica que derrubou até a autoestima dos brasileiros, muitos andam resmungando
contra tudo e contra todos e falando mal do país. Uma multidão diz não estar nem aí para a Seleção. Prefere torcer pelo time do coração do que perder tempo e gastar dinheiro para torcer pelo time de Tite. O interesse maior hoje é pela eleição presidencial e dos demais cargos
em disputa.

No “país do futebol”, um batalhão promete “secar” a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, alegando os mais diversos motivos, que nada têm a ver com antipatriotismo. Se você está na expectativa pelo hexa e já comprou bandeiras e as espalhou pela casa, enfeitou o carro, preparou
o churrasco e a cerveja para a estreia do Brasil logo mais, vai querer ter uma conversa séria com moradores de Teresina, no Piauí. Na capital do vizinho estado, vários residentes da Rua 8, bairro Real Copagre, se uniram para pintar os muros e pendurar bandeirolas com as cores
da Argentina. Uma inusitada forma de protestar contra a realidade brasileira, que está dando trauma coletivo.

Nos bares de São Luís, por exemplo, o assunto principal deixou de ser futebol, mesmo nos fins de semana. A discussão é sobre a eleição de governador. Todos estão de olho na movimentação de Flávio Dino e de sua principal concorrente, até agora, Roseana Sarney, que já foi governadora por quatro vezes, num tempão de 14 anos, e só pensa em voltar. No Brasil, pesquisa do Datafolha mostra que despencou o interesse por futebol. Era 41% em 2010 e hoje, 31%. Mesmo assim, em busca de audiência, a Globo mandou para a Rússia um timaço de 196
jornalistas e técnicos. Equipe maior até do que as emissoras do país de Wladimir Putin.