Arquivos diários: 08/06/2018

Respaldo esfarelado

Roberto Rocha e José Reinaldo estão navegando numa corredeira com caiaques descontrolados. O primeiro, como candidato a governador, que não consegue decolar nas pesquisas de intenção de votos. O segundo, no mesmo PSDB de Rocha, porém, não consegue respaldo para o projeto de chegar ao Senado em 2019.

Reinaldo largou Roberto Rocha e se grudou a Eduardo Braide, que não consegue se desligar da incerteza cruel: teme disputar o governo e perder; ficar sem mandato e detonar em 2018 seu projeto de 2020 na Prefeitura de São Luís. José Reinaldo sabe que, com Roberto Rocha, fica complicado ser senador. E com Braide, também.

Palanques vazios

A quatro meses da eleição de 7 de outubro, dos vários pré candidatos
a governador do Maranhão, apenas Maura Jorge (Podemos) tem presidenciável a colocar em seu palanque. É o deputado Jair Bolsonaro, do PSL. Flávio Dino, do PCdoB, Roseana Sarney, Ricardo Murad (PRP) e Roberto Rocha (PSDB) estão naquela de “o futuro a Deus pertence”.

Martelo batido

Em entrevista à Rádio Mais FM, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, bateu o martelo: o partido não retornará à aliança com o MDB de Roseana Sarney e já definiu a coligação com o PCdoB de Flávio Dino, objeto de deliberação do diretório, embora ainda se discuta a chance de fazer parte da chapa majoritária.

Forçando a barra

Aparentemente, acabou o nhenhenhém de correntes petistas que estão pressionando Flávio Dino a enganchar em sua chapa majoritária um nome do partido. O ex-secretário de Esportes, Márcio Jardim, chegou a dizer que boa parte do PT está propensa a seguir Roseana Sarney, como já fez em 2010 e 2014.

Escaramuças de Parente

O ex-presidente da Petrobras, engenheiro Pedro Parente,deixou o cargo em meio à crise mais aguda do governo Michel Temer.Atrás de si,o rastro de destruição não se apagará tão cedo.Até a venda do Pré-Sal às multinacionais do petróleo rendeu ontem R$ 3 bilhões,debaixo de uma saraivada de críticas.É herança de Parente que, de governo em governo – desde Sarney até Temer –,Parente tem sido uma referência e uma marca.Boa para uns, péssima para outros.Na hiperinflação(2.000 ao ano)do governo Sarney, 1989,Pedro Parente era secretário de Orçamento e Finanças do Ministério do Planejamento.

Em 1991,no Governo Collor, Pedro Parente estava na Secretaria de Planejamento do Ministério da Economia,onde ajudou na implementação do tristemente famoso “Plano Collor”, ou “Plano Karatê”, quando confiscou a poupança e nivelou todos com NCz$ 50 mil. Até hoje tem rolos insolúveis, de poupadores na Justiça.No governo Itamar Franco, quando estourou a dívida externa brasileira, em 1992, Parente pulou o balcão e passou a atuar como consultor do FMI nos Estados Unidos até o ano de 1994.

Durante o governo tucano FHC, Parente retornou ao Brasil e tornou-se secretário executivo do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Em 1999, assumiu o Ministério do Planejamento, mas em julho do mesmo ano migrou para a Casa Civil, onde ficou até o final do governo, em 2003. No ano de 2002, entretanto, Parente também acumulou a função de ministro de Minas e Energia, ocasião em que ficou conhecido como “ministro do apagão”, por ser o coordenador da equipe de gestão durante a crise no abastecimento de energia elétrica do país.

Nesta pasta, ele foi responsável pela renegociação das dívidas dos estados, estimulando os programas de privatização de empresas públicas do setor elétrico, como foi a Cemar, no Maranhão. Agora, por coincidência, na crise do diesel, detonada pelos caminhoneiros, Parente estava na presidência da Petrobras, desde maio de 2016, nomeado por
Michel Temer. Fernando Siqueira, presidente do Conselho Fiscal da Petros, revela que a gestão de Parente na Petrobras resultou em prejuízo monumental à estatal e ao Brasil. “Um deles, a venda dos ativos, de 36% de suas ações na Bolsa de Nova York. Elas valiam US$ 150 bilhões (cálculos da Aepet) e foram vendidas por US$ 5 bilhões”, afirma.