Arquivos diários: 07/06/2018

Nem aí

O deputado José Reinaldo resolveu jogar duro com o secretário executivo do PSDB, Sebastião Madeira, e, por tabela, também,Roberto Rocha, presidente regional. Além de apoiar a candidatura de Eduardo Braide ao governo, contra Rocha,lançou como seu suplente de senador o caxiense Catulé Jr,do PMN.

Questão de tempo

Roseana Sarney teria chamado Eduardo Braide (PMN),indefinido candidato a governador, de “cabeça dura”, que não é aberto ao diálogo. Será que a emedebista quer aproximação com Braide? Ou ela acredita que, se ele for candidato, vai esvaziar o eleitorado de Flávio Dino e não dela?Pela lógica, Braide será o “novo” contra o “velho”. E quem é velho na política maranhense?

Estrategista de Temer

Roseana Sarney trabalha política como quem pesquisa se existe vida em Marte.Ela recorre aos marqueteiros de elevados currículos,para se orientar. Agora, por exemplo,a emedebista estaria sendo assessorada pelo marqueteiro de Michel Temer, Elsino Mouro. O que não agrada para Roseana é Temer estar no pior nível de reprovação de um presidente.

Parada duríssima

As eleições do governo do Maranhão e para o Senado representam tudo.Os demais mandatos de deputados federais e estaduais serão o lado menos tenso da guerra de vida ou morte do grupo Sarney e também para Flávio Dino.A disputa do Senado envolve Edison Lobão e Sarney Filho,do lado de Roseana. Portanto, não é eleição de vereador.

Jogo de profissionais

O ex-secretário de Esportes do governo Flávio Dino,Márcio Jardim, um petista histórico de uma das várias correntes do partido dos Trabalhadores, resolveu jogar pesado para ser indicado candidato ao Senado.Só que na disputa deste ano não pode haver vacilação. O grupo
Sarney está remontado e pronto para a batalha.

PT fracionado

Em abril passado, o governador Flávio Dino conseguiu um feito inédito no Maranhão para um partido de esquerda como é o seu PCdoB.Ele reuniu 14 partidos que se juntam numa coligação multi-ideológica para apoiar sua candidatura à reeleição em outubro.Dentre os partidos,está o PT fracionado.As mesmas correntes que sempre brigaram internamente quando Flávio Dino era militante estudantil,depois advogado e professor.Até como juiz,tinha sua tendência petista entremeada à toga.

Na oportunidade,Dino também apresentou sua preferência para a chapa majoritária.No mundo ideal do governador,Carlos Brandão(PRB)
continuaria sendo o vice,Weverton Rocha(PDT) e Eliziane Gama(PPS) teriam sua preferência para o Senado.Enquanto isso,outras correntes do PT já vinham pregando participação na chapa majoritária,graças ao tempão de TV no horário eleitoral e os recursos dos fundos de campanha e partidário.O pacote leva em conta ainda a eventual candidatura presidencial de Lula,que tem substancial peso eleitoral no Maranhão.

O pacote petista é,no entanto, menor que sua representação parlamentar.O deputado José Inácio é o único na Assembleia Legislativa,mas pertence à corrente que convive com o PCdoB, porém sem nenhum entusiasmo.O deputado federal José Carlos é da corrente “Mensagem ao PT”,que anda bem longe do Palácio dos Leões.O ex-secretário de Esportes Márcio Jardim saiu do governo e acha que sua relação com Lula o colocaria na vaga de senador da chapa de Flávio Dino.Só tem um detalhe:Dino não precisa só de tempo de partido:quer uma chapa que lhe renda votos,pois a batalha é duríssima.

Ele está numa guerra política contra a oligarquia Sarney,que tem um lastro de beneficiários de cinco décadas de mando no Maranhão e uma legião de simpatizantes fiéis.Essa legião se sente alijada do poder e acredita em reconquistar as migalhas ou pedaços robustos do bolo governamental.Inclusive boa parte do PT,que participou do governo Roseana Sarney de 2010 a 2015 e sentiu o gosto.Antes eram anti-Sarney,mas não imaginavam o que estavam perdendo,quando
chegaram ao poder.Flávio Dino deve escolher Eliziane Gama,a deputada federal mais votada em 2014 e que hoje lidera as pesquisas para o Senado.É simples.Operação matemática sem cálculos complexos.É soma e multiplicação. Nada mais.