Arquivos diários: 05/06/2018

Lição tucana

Indicado por FHC para a Petrobras, que empurrou mais de um milhão de famílias de volta ao fogão a lenha,via preço do gás, Pedro Parente tem histórico de políticas excludentes. Em 2001, no auge do apagão elétrico de FHC, Parente, na Casa Civil, defendeu reajustar contas de
luz com base na variação do dólar, como fez agora com os combustíveis na Petrobras.

Assustados

A nova pesquisa da Exata, publicada no último fim de semana, aproximando seu levantamento da do Instituto Data Ilha, deixou a cúpula do Grupo Sarney de orelhas em pé.Basta dizer que os dois institutos dão primeiro turno na disputa do governo, com larga margem de Dino contra Roseana.

Longe do CLA

José Reinaldo, que tem tido atuação firme em relação à retomada dos investimentos americanos no Centro de Lançamentos de Alcântara, numa parceria com o Brasil, não foi acompanhar Roberto Rocha na visita que fez à cidade e à Baixada, sua região-berço.Estavam lá os
deputados Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, dois pré-candidatos a senador.

Zé Reinaldo, o multívago

O PSDB vive um drama existencial de cima a baixo.Na disputa presidencial e nos estados.No âmbito federal,foi o partido que deu a largada e correu pari passu com o MDB de Michel Temer no impeachment de Dilma Rousseff.Aécio Neves,que pediu a recontagem dos votos que o derrotaram em 2014,depois protagonizou o teatro do impeachment.Naquele ínterim,ele jamais pensou que cairia em desgraça. Arrastava atrás de si uma trupe de políticos que delirava ao ouvi-lo discursar:“Eu perdi a eleição para uma organização criminosa”, referindo-se ao PT.

Hoje,Aécio responde a nove inquéritos, num amontoadode provas. Perdeu a presidência do PSDB,o manto verde e amarelo para disputar nova eleição presidencial,teve o mandato salvo pela benevolência da ministra Cármen Lúcia no STF e estará longe do palanque de Alckmin.
Nem disputar o Senado, concorrendo com Dilma, vai.Com a imagem do PSDB aos frangalhos e os políticos embrulhados no desgaste geral, o presidenciável Geraldo Alckmin não sabe nem por onde começar sua campanha presidencial.

No Maranhão,o ninho tucano está em alvoroço, com o pré-candidato Roberto Rocha tateando nas pesquisas e Zé Reinaldo,recém-chegado, defendendo o nome de Braide,provável concorrente do PSDB pelo PMN. Reinaldo é um fenômeno político.Se diz o autor da eleição de Jackson em 2006, esquecendo a forte liderança do pedetista naquele momento histórico;e ser criador do político Flávio Dino,esquecendo que o atual governador forjou sua vida política,antes de ser juiz federal,nos movimentos universitários e sociais, além de vastos estudos sobre Direito, Justiça,Maranhão, Brasil e atualidades.

Desde quando José Reinaldo rompeu com os Sarney,empurrado pela ex-primeira-dama Alexandra, o ex-governador transitou pelo PSB, apoiou Flávio Dino em 2006, 2010 e 2014.No golpe de Dilma,porém, voltou ao status quo ideológico.Pediu desculpas “ao amigo Flávio Dino”, mas carimbou a favor do PMDB.Tanto irritou Flávio Dino naquela noite de horrores,de 16 de abril de 2016, que depois de encarapitado do Palácio do Planalto, Michel Temer convida José Reinaldo como único parlamentar maranhense a fazer parte da comitiva presidencial em sua viagem à China.Foi para mostrar a Flávio Dino que Zé Reinaldo estava com ele. Agora,Reinaldo parece um multívago.Por suas escaramuças
com Braide, já foi convidado por Sebastião Madeira a procurar outro abrigo partidário. E ele segue,como se o partido dependesse dele,e não o contrário.