Arquivos mensais: março 2018

Cuidar da vara

Dino disse que Moro está extrapolando. Ele sabe que o voto de Weber será decisivo para salvar Lula e outros condenados em 2ª instância. Além de Dino, até o ministro Marco Aurélio também entrou na discussão, ao condenar a forma como Moro tenta dar lição ao Supremo Tribunal. O ministro mandou Moro cuidar de sua vara em Curitiba.

Embate jurídico

Flávio Dino reagiu a declarações do juiz Sérgio Moro, na entrevista ao Canal Livre, da TV Cultura. De forma direta, ele tentou influenciar a ministra Rosa Weber (STF) no voto que dará, semana que vem, como decisivo para resolver de vez a controvérsia em relação à prisão ou não
a condenados em segunda instância.

Sarney não brinca

Sarney, de forma sorrateira, quer usar o poder federal de Temer para resolver uma pendenga tupiniquim. Tomar o PP no Maranhão da aliança com o PCdoB de Flávio Dino, acertada com Fufuca, e levá-lo para a coligação de Roseana Sarney. Tudo pelo tempo de TV do PP, importantíssimo para Roseana, que até está fraca de grandes legendas.

Fuxico de corredor?

“Isso não existe. É fuxicada de corredor”, foi como o deputado André Fufuca classificou a informação, ao blog Atual7, de que o ex-senador José Sarney está jogando pesado para tirar o comando do PP maranhense das mãos de Fufuca para colocá-lo no colo do deputado Hildo Rocha. Ele trocaria o PMDB pelo PP.

Por trás das cortinas

O ex-senador José Sarney convenceu o presidente Michel Temer, ambos do MDB, a incluir em sua prioridade a mudança de comando do PP no Maranhão. Para isso, tem que retirar o atual espaço dos progressistas no governo federal, já que o partido manda nos ministérios da Saúde, das Cidades e da Agricultura, além da Caixa Econômica Federal (CEF).

De “socialista” a “tucano”

O deputado federal José Reinaldo Tavares continua uma figura política ideologicamente descolorada e estrategicamente apagada. Tido como expert em sarneísmo e em articulação de bastidores na política, hoje, ele está numa situação que beira ao desespero. Como ex-sarneísta, rompido em 2004, virou “socialista” no PSB e apoiador de Flávio Dino na troca da toga de juiz federal por uma cadeira de deputado federal, em 2006.

Em 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão, derrotando os Sarney, na coligação com o PSB, e José Reinaldo, eleito deputado federal. Foram quatro anos de rusgas e pouca aderência política na relação de José Reinaldo com Dino. Na Câmara, Reinaldo nunca se sentiu em casa como filiado ao PSB, que pendeu demais à esquerda,
postura longe da temperança do deputado maranhense.

No episódio do impeachment de Dilma Rousseff, com Flávio Dino suando a camisa para conseguir votos contra, Reinaldo se desculpou do “amigo Flávio Dino”, mas votou a favor do golpe. Tornou-se “irmão camarada” de Michel Temer, enquanto se distanciou do Palácio dos Leões. Temer, para mostrar quem era ele, levou Reinaldo na comitiva para a China, único do Maranhão, enquanto o vice-governador Carlos Brandão foi vetado.

Quando Reinaldo decidiu, há pouco tempo, romper com Flávio Dino, ao ver o projeto de chegar ao Senado ir de água a baixo na chapa comunista, seu caminho era a filiação no DEM. Porém, o deputado Juscelino, que fechou na coligação de Flávio Dino, trancou a porta para Reinaldo. José Sarney tentou levar a legenda para o MDB de Roseana, mas chegou tarde. Semana passada, sem alternativa, Reinaldo tentou se viabilizar na eventual chapa de Eduardo Braide, mas não sentiu sustança. Pode esbarrar no PSDB e concorrer com Roberto Rocha, seu ex-colega de PSB e ex-aliado de Dino até virar-lhe as costas, já como candidato a governador. Se Reinaldo sair como vítima, pode se dar mal. Eleitor não gosta de quem não sabe ganhar.

Fora do comando

A Riachuelo decidiu afastar Flávio Rocha do comando da empresa, sob pretexto de ele ser candidato à sucessão de Temer em outubro. Rocha foi lançado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e apoiou o golpe que derrubou Dilma. Enquanto isso, a maior rede de lojas de varejo tem sofrido até boicote de grupo de mulheres clientes, em redes sociais e nas próprias.

Eufórico

O senador João Alberto, principal incentivador no grupo Sarney, desde 2017, da candidatura de Roseana, agora, ele a acompanhou em sua caravana pelo interior do Maranhão e voltou superanimado. “O cenário é favorável a Roseana. Tá bommmmm demais”, afirma, com incontido entusiasmo.

Só dois vices

Jackson Lago, por exemplo, indicou o pastor Luís Porto como vice, e Edison Lobão, o juiz José Ribamar Fiquene. Ambos de Imperatriz que, na época, possuía solitariamente o segundo FPM especial depois de São Luís. Hoje, estão no mesmo patamar Ribamar, Paço do Lumiar, Caxias e Timon.

Mostrando os músculos

Aliás, por falar em Imperatriz, segundo colégio eleitoral do Maranhão, em todas as campanhas apresenta o seu charme, esboça o prestígio político e tenta impor sua força aos candidatos com chances reais de chegar ao Palácio dos Leões.