Arquivos diários: 05/01/2018

Fala sério!

Chocante e bizarro: o presidente do PTB, Roberto Jefferson, peça central do mensalão do PT, sair dando gargalhadas do Palácio do Planalto, após emplacar sua filha Cristiane Brasil, no Ministério do Trabalho. Depois, diante das câmeras, danou-se a chorar, dizendo que o ato da nomeação alivia o sofrimento do mensalão, onde foi condenado.

Sem barreiras

Como jornalista por formação, filho e neto de jornalistas, Othelino garantiu, ontem, manter o Poder Legislativo aberto à Imprensa, por reconhecer o papel das mídias na transparência das ações dos agentes públicos. “É ao público que devemos prestar contas dos nossos atos”, frisou.

Embicou no lugar errado

Pedro Fernandes nem chegou a cair do cargo, pois nele não subiu. Foi simplesmente defenestrado porque está com Flávio Dino, assim como Gastão Vieira. Sarney, obviamente, negou o tal veto. Mas sua negação saiu com o jeito de quem nem precisa confirmar. Temer perdeu Fernandes, mas ganhou a filha de Roberto Jefferson, dono do PTB, com 15 votos na Câmara para a reforma da Previdência. E Sarney continua trilhando no Planalto.

Poder nas sombras

Sarney, que perdeu os mandatos que já exerceu à exaustão em Brasília, porém não perdeu o poder político. É o único ex-presidente da República que continua a trilhar, na surdina, pelos bastidores da capital federal, dando palpite, nomeando afilhados, demitindo ou vetando adversários e sendo respeitado. Agora, com Temer, está firme e forte.

Poder nas sombras

De tão inusitado, não morreu fácil o episódio da quase nomeação do deputado federal Pedro Fernandes, do PTB maranhense, para o Ministério do Trabalho e Emprego do governo Temer. Ganhou repercussão nacional porque a nomeação morreu na mesa de Temer e toda a mídia creditou o revés ao veto do ex-presidente José Sarney.

Imiscíveis ideológicos

O deputado federal José Reinaldo Tavares disse ontem, a este Bastidores, que não está confiante de que será o segundo candidato ao Senado a compor a chapa majoritária liderada pelo governador Flávio Dino. “Pelo que ele falou na entrevista à Imprensa, está tendo dificuldade”. Mesmo assim sua candidatura ao Senado “é irreversível” e que se não for com Flávio Dino, vai ser com outro. O imbróglio, como se
percebe, tem forte aroma ideológico, embora Flávio esteja junto com Cleber Verde, PTB, DEM, Pros e PR.

“Vou construir uma chapa por outro partido. Mas a política é assim mesmo. Entendo a regra do jogo e entendo as dificuldades dele (Flávio)”, acrescentou Reinaldo, sem querer dizer se já pensa em qual grupo se incorporará. Convém destacar que nenhum político constrói uma chapa majoritária de um dia para outro, principalmente no Maranhão, onde a polarização na disputa do governo, até agora, está acirradamente forte entre Roseana Sarney (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB).

José Reinaldo é um dos políticos mais experientes do Maranhão. Porém, não acompanha Flávio Dino em sua posição esquerdista. Muito pelo contrário, faz questão de ser de direita, conforme tem sido sua postura como deputado federal. No entanto, ao romper com Roseana
logo depois de sua posse no governo em 2003, passou a ser um radical anti-Sarney, mas não esquerdista. Nem quando ajudou a eleger Jackson Lago em 2006.

Com Flávio Dino, é um apego político não ideológico, mas forte. No impeachment de Dilma, pediu desculpas a Dino ao votar a favor. Apoiou Michel Temer de ponta a ponta, até nas duas votações decisivas contra seu mandato. Recentemente ficou calado ao ver Dino antecipar o apoio à candidatura do deputado Weverton Rocha, do PDT, ao Senado. Ele é líder do PDT na Câmara e orientou a bancada a votar contra o impeachment de Dilma Rousseff, além de ter sido a favor das investigações contra Michel Temer.