Arquivos mensais: janeiro 2018

Direita, volver!

O médico e ativista político Allan Garcês, irrequieto desde secundarista na União da Direita Maranhense, já está acomodado no PSL, dominado no Maranhão pelo vereador Chico Carvalho. Ele vinha flertando com o PEN-Patriota, partido de Bolsonaro, mas nem chegou a assinar a ficha.

Dosimetria intencional

Para Flávio Dino, um dos autores da Lei da Ficha Limpa, na época de deputado federal, cujo texto teve como relator o petista Luiz Eduardo Cardoso, existe brecha que pode ajudar o ex-presidente Lula a se tornar elegível. Seria o pedido de suspensão da inelegibilidade. Aplicaram a “dosimetria da pena” para evitar a prescrição.

Cada eleição, uma história

Roseana, Zequinha e Lobão sabem que 2010 não será jamais como 2018. Naquela eleição, a oposição se dividiu, três candidatos a senador, e, de quebra, Jackson Lago fragilizado pela cassação. Ela fez barba, cabelo e bigode, elegendo-se e puxando os dois senadores Edison Lobão e João Alberto. Este ano, pela oposição, o cenário é  totalmente novo para o grupo Sarney.

Numa encruzilhada

A ex-governadora Roseana Sarney tem um problema sério a resolver em sua chapa majoritária. As candidaturas do irmão Sarney Filho ao Senado, com 40 anos de mandatos de deputado, e o senador Edison Lobão, que precisa renovar o mandato, por motivo político e por outros, como, por exemplo,na esfera da Justiça.

Dados que dizem muito

Quando assumiu o governo, em 2013, Flávio Dino disse que o Maranhão contava com seis restaurantes populares, que alimentam diariamente milhares de pessoas de baixa ou sem renda. Hoje, são 21 e vai aumentar mais. Havia zero escola de tempo integral. Até o fim do ano serão 40. “Apenas dois dados revelam um pouco do conjunto de ações”, afirmou.

Julgamento caviloso

“Esoterismo jurídico” foi como o governador Flávio Dino (PCdoB), ex-juiz federal por 12 anos, classificou o caráter político do julgamento do ex-presidente Lula, pelo TRF-4. Em entrevista a dezenas de jornalistas no Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Dino avaliou o julgamento como a tentativa de “tirar Lula do jogo eleitoral”, para, assim, “implantar uma agenda de retrocessos”. Julga ser “erro abissal”
as esquerdas chegarem às eleições divididas, jogando fora o principal ativo que bate no coração do povo, que é o lulismo.

Entende que em um século o Brasil só teve duas correntes populares: o varguismo e o lulismo. Portanto, o Lula é maior do que as esquerdas. Se os segmentos populares não se unirem numa só candidatura, obviamente, que inviabilizarão Lula como candidato. E aí é fazer exatamente o jogo dos conservadores de direita e suas vertentes. Como
trata-se de um programa derrotado quatro vezes nas urnas, a elite precisaria implementá-lo por outras vias.

Perguntado sobre como será o desdobramento no Maranhão das eleições de 2014 nas de 2018, Dino afirmou que o grupo Sarney está empenhado no desejo de restaurar privilégios, olhando como ampliar riquezas em favor das castas que sempre dominaram a política e a economia maranhense. “Eles estão sentindo a falta de tudo isso e dedicam-se a uma campanha sem trégua contra o meu governo. Não
tem essa de trégua de Natal, de fim de ano, de carnaval, de aniversário de Flávio Dino. É dureza todo dia”, ironizou.

Dino classificou a eleição no Maranhão de plebiscitária, mas garante que está ampliando a base política, com partidos do campo progressista (PT, PCdoB, PSB, PPS e outros). E também lembrou que o ex-senador José Sarney é o político “mais longevo do Brasil e mais bem-sucedido como político profissional”. Um acumulador de poderes. “De Juscelino Kubistchek e Michel Temer, Sarney teve toda a vida no Congresso, exceto nos mandatos de governador e de presidente da República. É indiscutível que não queira deixar todo esse capital escapar de uma eleição para outra”, descreveu Dino.

Sem choramingar

O tal pedido de auxílio moradia dobrado, que gerou imensa repercussão nas redes sociais, porém, não causou constrangimento ao magistrado. “Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, justificou Bretas.

Estranho auxílio

O juiz federal Marcelo Bretas, tido como o “Moro carioca”, por comandar o braço da Lava-Jato no Rio de Janeiro, utilizou sua conta no Twitter para defender o direito a acumular o recebimento de auxílio moradia com a esposa, também juíza Simone Bretas. “Tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu vou à Justiça e peço”

Na ressaca da folia

Flávio Dino disse que ainda não definiu a data de trocar os nove secretários e presidentes de órgãos da administração direta, porque alguns pediram mais uns dias. Daí, ele avisou que, logo depois do carnaval, virá a ressaca. Quem for disputar as eleições vai ter que desocupar o assento. Os adjuntos já compraram o terno da posse.

Coisa da política

Lógico que qualquer cidadão no exercício dos direitos políticos pode almejar qualquer cargo eletivo, mas no caso de Jadson é diferente. Qual seria a plataforma de um candidato a governador, depois de quase 20 anos à frente de um município que, porém, continua atolado na pobreza extrema e sem perspectivas?