Arquivos mensais: dezembro 2017

Abstinência financeira

Para ele, a candidatura de Roseana Sarney mostra um saudosismo
de sua família do uso da máquina administrativa. “Estão com síndrome de abstinência de recursos públicos, de luxos”, insinua, acrescentando que o Grupo Mirante (rádio, televisão e jornal) depende de recursos públicos e tinha como maior anunciante o próprio governo do estado.

Três em um

Na entrevista à Folha, publicada ontem, Flávio Dino disse que pretende montar a mesma estratégia de 2014, quando teve três candidatos a presidente em seu palanque – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (então no PSB). Agora, poderá ser do ex-presidente Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB).

Desertificação

O Ministério do Meio Ambiente e a Organização das Nações Unidades para Alimentação e Agricultura (FAO) vão investir US$ 3,9 milhões nos municípios maranhenses de Barreirinhas, Água Doce, Tutoia e Matões, visando reverter a desertificação, fazer reflorestamentos sustentáveis e agir na biodiversidade. Sarney Filho e o representante da FAO firmaram o contrato.

Novos e alcance regional

São os senadores João Alberto, 82, presidente regional desde 1990; Edison Lobão, 81, e ex-presidente José Sarney, 87; e Roseana Sarney, 64. A soma das idades vai a 314 anos, que divididos entre os quatro, chega-se à média de 78,5 anos. Da nova geração, só aparecem Andrea Murad, Roberto Costa e o prefeito de Imperatriz, delegado Assis Ramos.

Acima da expectativa

O PMDB envelheceu logo no ano determinante para se consolidar no poder central do Brasil, perdeu a popularidade de maior legenda no Congresso e teve que trocar de nome, como artifício para retomar a empatia com o eleitor. No Maranhão, a faixa etária de seus comandantes está acima dos 80 anos, exceto Roseana Sarney, que tem 64.

A ‘janela’ dos trânsfugas

A chamada “janela da desfiliação” para deputados estaduais e federais migrarem de partido sem a perda de mandato provocará uma tremenda sacolejada no quadro partidário brasileiro, desde os nanicos, passando pelos médios até os grandalhões. A ‘janela’ será aberta entre os dias 7 de março a 7 de abril, permitindo nova onda de migração, já que as transposições recentes são realizadas, mas com carta do partido, autorizando a saída.

A ‘janela’ está garantida por força do artigo 22-A, III da Lei 9.096/1995 (Lei dos Partidos). O dispositivo legal prevê a possibilidade daqueles detentores de mandato se desfiliarem durante os 30 dias antecedentes ao prazo final para filiação. Importa dizer que, nas eleições de 2018, considerando o prazo-limite para filiação em 7 de abril, a brecha
se abrirá, de fato, no dia 7 de março. No Maranhão, a maior revoada de deputados e prefeitos deu-se no PSDB, depois que o vice-governador Carlos Brandão foi defenestrado da presidência regional, com a extinção temporária do diretório, reaberto com o senador Roberto Rocha à frente.

Existem, porém, alguns cuidados a serem observados na lei. A primeira é que a ‘janela’ só serve para aqueles detentores de mandato e que se encerra no ano da eleição. Sendo assim, ‘janela’ de 2018 foi projetada para deputados estaduais e federais. A segunda é que, considerando os prazos legais e estatutários, o candidato que deixar para se desfiliar
e filiar-se em outro partido em cima da hora poderá ter problemas com a Justiça Eleitoral.

Quanto aos cargos majoritários como de senador e governador, estes podem migrar de partido a qualquer hora sem a perda do mandato. Portanto, dois dos três principais candidatos a governador do Maranhão, Flávio Dino e Roberto Rocha poderiam trocar dos respectivos partidos sem qualquer preocupação. Dino é do PCdoB e Rocha, do PSDB, por ter saído do PSB fora do prazo da ‘janela’. Essa
abertura atende aos dissidentes no exercício do mandato, ou descontentes com a troca de comando do PSB.

Jogo jogado

Brandão foi à China três vezes, liderou comitivas de empresários ao país asiático, enquanto prestava conta ao diretório nacional do resultado das urnas de 2016, em que o PSDB triplicou de tamanho. No entanto, foi bombardeado pela cúpula, para trocálo pelo senador Roberto Rocha. Fora do ninho, Brandão não se deu por derrotado. Filia-se ao PRB e levar uma penca de prefeitos e lideranças. De quebra, garantiu a posição de vice em 2018.

Tucano de bico forte

O vice-governador Carlos Brandão teve em 2017 o ano mais conturbado e ao mesmo tempo mais produtivo na função. Foi o responsável direto pelo andamento dos projetos industriais de siderurgia e refinaria dos chineses em Bacabeira,já em avançado processo de consolidação.

“Tratorando”

Engraçada essa política do Maranhão. O candidato a governador
do PR, Ricardo Murad, lançado por ele mesmo há duas semanas, já bate em pesquisas os concorrentes Roberto Rocha e Maura Jorge. Os dois estão na guerra desde 2016. Sem falar que Murad já perde feio para Eduardo Braide, que sequer assumiu o tal projeto de governo.

Hediondo

José Joaquim resumiu o caso no despacho: “O modus operandi, os motivos, a repercussão social, dentre outras circunstâncias, em crime grave – na espécie, inclusive, hediondo – são indicativos, como garantia da ordem pública, da necessidade de segregação cautelar, dada a afronta a regras elementares de bom convívio social”.