Arquivos diários: 18/12/2017

Eleição antecipada

Antecipar eleições em casas legislativas está virando moda. Em Imperatriz, em pleito antecipado, atual presidente da Câmara, vereador José Carlos Soares Barros (PV), foi reeleito para o biênio 2019/2020. Assim, ao assumir em fevereiro, ele irá para o seu terceiro mandato
como presidente da Casa. Detalhe: na mesa, ninguém do PMDB do prefeito Assis Ramos.

Adeus a Othelino

Depois da missa de corpo presente, celebrada no Plenário da Assembleia Legislativa, onde foi velado, o corpo do jornalista Othelino Filho foi sepultado no Cemitério do Gavião, às 10h de ontem. Othelino foi exemplo de lutador, de humildade sem esmorecer, de persistência e de exemplo de profissional e cidadão, comprometido com a causa dos necessitados.

Vitória no Crea

Concorrendo com seis candidatos, o engenheiro eletricista Berilo Macedo foi eleito ontem presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão, com 582 votos. Berilo está terminando o mandato como presidente dos Sindicatos dos Engenheiros do Maranhão (Crea), mostrando a força de sua liderança.

Atrás do PT

A cúpula do PMDB maranhense – José Sarney, Roseana, os senadores Edison Lobão e João Alberto, o empresário Lobão Filho e vários outros integrantes do Partido, entre deputados e prefeitos –, esteve em confraternização natalina na mansão de João Alberto. O cardápio não poderia ser outro. Eleição de 2018, todos apostando em nova jornada com Lula no palanque.

PT sem nada de B

Sem espaço no PP, o deputado Waldir Maranhão foi parar no nanico PTdoB, porém, vem se desdobrando para ingressar no PT, mas sem B. Foi até ao encontro nacional do partido, onde apareceu posando para fotos ao lado da cúpula petista, como a senadora Gleisi Hoffmann, o ex presidente da Câmara Marco Maia e Lula.

JJ e a Justiça do Maranhão

O Tribunal de Justiça do Maranhão passou ao comando do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que terá como vice-presidente Lourival Serejo, e corregedor- geral de Justiça, Marcelo Carvalho Silva. São três desembargadores com trajetórias de sucesso dentro do Judiciário, como juízes de carreira e com profunda base
de conhecimento sobre a realidade de cada comarca e suas relações com a comunidade jurisdicionada.

Figueiredo, de família com ligação tão forte com a área jurídica maranhense, dois dias antes de tomar posse, viu o irmão José Jorge Figueiredo ser promovido de juiz a desembargador do mesmo Tribunal de Justiça. Trata-se, obviamente, de um caso raríssimo (se não for único) na Corte, a terceira mais antiga do Brasil, que funciona desde
1813, cinco anos após D. João VI desembarcar com o reinado português no país. Portanto, há mais de 200 anos, o TJ, que começou no prédio onde funciona a Câmara Municipal de São Luís, acompanha, participa e ajuda a fazer a conturbada história política e social do Maranhão.

José Joaquim Figueiredo, logicamente, tem uma missão nada fácil. Fazer a Justiça chegar às camadas mais ressentidas de suas demandas; ser o poder moderador dos conflitos sociais; manter a pacificação na Corte máxima do Judiciário Estadual; ser independente e harmônico com os demais Poderes; e seguir a linha de conduta adotada pelo antecessor, Cleones Cunha Carvalho, uma liderança firme, sem perder a ternura e sem extrapolar os limites do poder legal de fazer justiça.

A crise que o país e o Maranhão atravessam acaba agravando os conflitos sociais. A Justiça, portanto, se torna o porto seguro da complexa engrenagem social. O juiz, por regra, é um intelectual que, por formação, é também militante da ciência do direito, com a missão de aplicá-lo com equilíbrio, preenchendo, também, as lacunas da lei. É engano ter-se um semideus na figura do juiz. A toga, portanto, não é um
manto sagrado. Na verdade, o juiz é um agente do Poder Público a serviço do povo. É isso e muito mais que o desembargador José Joaquim e seus colegas e subordinados terão como missão única e inarredável nos próximos dois anos.