Arquivos diários: 05/12/2017

À idade da pedra

Novo aumento de 8% no botijão de gás. O povo do interior, que havia trocado o velho fogão de lenha e as trempes de pedras por fogão a gás, está retornando à tradição. Em muitas casas, a geladeira, também, está jogada às traças, pois a conta de luz tornou impossível o conforto da água gelada.

Descartando a sonegação

“O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que a inadimplência e o não repasse das contribuições previdenciárias só ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas na reforma”, diz Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional.

Bem de longe

O que chama a atenção na pesquisa é agência que contratou a Vox Populi: Jakarta Publicidade, de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Mesmo distante, está interessada nas atenções de votos no Maranhão. Umas das sócias da agência é dona de pelo menos 10 empresas – de distribuidora de ovos, aluguel de carros e hospital. Já a pesquisa da Exata (JP) deu Flávio Dino com 63%, Roseana, 29%. E aí, qual número é exato?

Pompa desnecessária

É a primeira vez, em São Luís, que a divulgação de uma pesquisa eleitoral acontece em coletiva de imprensa num hotel de luxo, o Luzeiros. Só para mostrar que Flávio Dino e Roseana Sarney estão “tecnicamente empatados: 37 x 35”. Por que tanta pompa numa pesquisa, que nem registrada é? Até janeiro, quando o registro passa a ser obrigatório, outras vão aparecer a torto e a direito.

Mui amigos

O Weverton, que é candidato a senador em 2018, comentou o que o senador escreveu: “Ele não me agrediu, o Roberto Rocha agrediu a minha família, ele frequentava a minha casa, conhece a minha esposa, minha mãe, meu pai, meus filhos”. Disse que a esposa vai representar criminalmente contra o senador, por injúria.

Começou cedo

Um senador da República e um deputado federal entraram em colisão, mesmo tendo sido “amigos” até poucos meses atrás. O senador Roberto Rocha partiu para a baixaria, ao twittar sobre Weverton Rocha: “Não entendo o motivo dos constantes ataques que me fazem os pedetistas, Lupi e Weverton. Logo eu, que sempre torci pela felicidade do casal”.

O rombo da sonegação

O ano está acabando e o recesso parlamentar, chegando. Por isso, a tensão aumenta na relação entre o Palácio do Planalto, as casas do Congresso e o desapear do PSDB da Esplanada. Entre tilintar de garfos em infinita sucessão de jantares e almoços oficiais, pagos por nós contribuintes, e pauta da reforma da Previdência é o prato cheio. A comilança tem sido o principal argumento para atrair deputados e senadores irresolutos sobre a votação das reformas de Michel Temer.

O único papo que não rola nas lautas mesas de comes e bebes é como cobrar e receber a gigantesca dívida da Previdência que soma meio trilhão de reais, o triplo do tão badalado rombo nas contas do INSS. A maior parte dessa dívida está concentrada nas mãos de poucas empresas ativas, como Bradesco, Marfrig, JBS, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Vale, Bradesco, Correios, etc. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária.

De acordo com dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o total exato chega à babilônica soma de R$ 426 bilhões. Mas, pelo visto, o governo não quer nem saber desse montante, difícil de receber. O que considera mesmo é aprovar a reforma e tentar melhorar a imagem, agradar o mercado e chegar a 2018 como o presidente reformista. Atuando na contramão da política, a mesma PGFN fechou o terceiro trimestre de 2017 com a recuperação de R$ 4,2 bilhões, um crescimento real de 23% em relação ao mesmo período de 2016 — R$ 3,4 bilhões recuperados.

O órgão informa que, em consideração ao período de janeiro a setembro, foram recuperados pouco mais de R$ 12 bilhões
— valores referentes aos créditos tributários e não tributários da União, previdenciários e de FGTS —, que representam 18% de crescimento real comparado aos R$ 10,2 bilhões de 2016. Mas o que chama mesmo a atenção é que a JBS está totalmente encalacrada na Lava-Jato, com seus proprietários e executivos presos. E também dezenas de parlamentares que se juntam ao redor das mesas do Jaburu e residências oficiais de Brasília para debater a reforma. Muitos são devedores, e não negam.

Micão

Na semana que passou, o prefeito de São Paulo, apelidado convenientemente de Almofadinha, Prefake e Jânio Quadros Cover, literalmente deixou o deputado Wellington do Curso de medalha na mão. A medalha foi aprovada pela Alema, mas o presunçoso Dória esnobou a homenagem de Curso.

Armadilha

A Câmara de Vereadores de Paço do Lumiar está armando uma arapuca para tentar pegar o prefeito Domingos Dutra (PCdoB) e despejá-lo do cargo. É o velho esquema de corrupção especializado em banir prefeitos que não sejam dos Aroso, em ação. Até entre eles, a operação funcionou antes de 2012, quando a prefeita Bia Venâncio (Aroso) inaugurou a tornozeleira eletrônica no Maranhão.

Alinhados em tudo

Parceria por inteiro é o que acontece entre o governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís. Anteontem, Flávio Dino foi à convenção do PTC, comandado pelo deputado Edivaldo Holanda, pai do prefeito Edivaldo Júnior. Ontem, ele foi ao mesmo ato, mas do PDT, do deputado Roberto
Rocha e do prefeito Holanda Júnior.