Arquivos mensais: novembro 2017

Limpeza social

Ele interpreta que o Poder Judiciário e a mídia convenceram a classe média da necessidade de fazer uma “limpeza social”, o que banalizou os discursos de violência e segregação; “Bolsonaro é filho legítimo do casamento entre a Lava-Jato e a Rede Globo”, afirmou.

Subproduto do ódio

Autor do best-seller A Elite do Atraso, o sociólogo Jessé Souza disse, em Curitiba, que a candidatura de Jair Bolsonaro é subproduto da cultura do ódio, introduzida no Brasil pela associação entre Globo e Lava-Jato, que criminalizou a política.

Rebuliço no ninho

Por falar em PSDB, o ex-presidente regional Carlos Brandão, desapeado da função, ainda tem expectativa de reviravolta. Com o remelexo no ninho nacional, nem a presidência para Geraldo Alckmin está garantida, depois que o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, tucano ‘brabo’, resolveu encarar a convenção no dia 9, como candidato a presidente,
pela ala que não faz parte da composição armada por FHC.

Os “cabeças pretas”

Fernando Henrique Cardoso explicou por que o PSDB desembarca do governo Temer. Problemas de fundo moral com o que se chama habitualmente de “gente fingida”. Essa ala tucana alega, intramuros, que o partido não pode arcar com o peso da impopularidade da gestão Temer. Havia o elemento silencioso a pressionar em favor da retirada: os tais “cabeças pretas” (jovens) não queriam e não querem se comprometer com a reforma da Previdência.

Eles por elas

A Pnad Contínua de 2016 trouxe um dado curioso sobre a diferença salarial entre homem e mulher. Elas receberam, em média, R$ 1.836, o equivalente a 22,9% menos do que os homens, que tiveram a média de R$ 2.380 mensais. No Sudeste, ocorreu a maior desigualdade salarial entre homens e mulheres no país. Elas ganham 28,3% menos que eles.

Escravidão infantil

Dados da Pnad contínua do IBGE de 2016 trazem de volta um resultado assustador. De um total de 40,1 milhões de crianças e adolescentes entre 5 a 17 anos, 1,8 milhão estavam no mercado de trabalho. Crianças pretas ou pardas eram 64,1% entre as ocupadas. Já entre as ocupadas
de 5 a 13 anos, 71,8% eram pretas ou pardas, e para o grupo de 14 a 17 anos, o percentual de pretas ou pardas foi de 63,2%. O pior vem agora: dentre as pessoas ocupadas de 5 a 13 anos de idade, apenas 26% recebiam remuneração.

A mesma pesquisa, divulgada ontem, mostra que, em 2016, o rendimento médio mensal real dos 88,9 milhões de trabalhadores do país, com 14 anos ou mais de idade, resultou em uma massa mensal de rendimento de aproximadamente R$ 191 bilhões – uma média de R$ 2.149. Na relação homem/mulher no trabalho, eles ficaram com a média de R$ 2.380 mensais, enquanto elas, R$ 1.836, o que corresponde a 77,1% da renda do homem. As pessoas brancas tiveram renda mensal de R$ 2.810, enquanto pardas não passaram de R$ 1.524 e as pretas, R$ 1.547.

As pessoas de cor branca tiveram rendimentos 30,8% superiores à média nacional de R$ 2.149, enquanto as pardas e pretas ficaram em 29,1% e 28%, respectivamente, inferiores a essa média. Segundo o IBGE, a população branca corresponde a 46,6% da população ocupada e a
população parda, 43,4%. As duas etnias estão dentro do empate técnico no quesito ocupação. Em relação à escolaridade, a participação das pessoas com, no mínimo, o ensino médio completo foi 56,8% dos ocupados. Entre aqueles que não tinham o ensino fundamental completo ou equivalente, a participação foi 27,9% dos ocupados.

A pesquisa revela ainda que, em 2016, 1% dos trabalhadores com os maiores rendimentos recebia mensalmente, em média, R$ 27.085, ou 36,3 vezes mais do que a metade da população com os menores rendimentos, que ganhavam, em média, R$ 747. A concentração de renda começa e termina nesse item. Por exemplo: a massa de renda média mensal domiciliar per capita alcançou R$ 255,1 bilhões em 2016. A parcela dos 10% com os menores rendimentos da população detinha 0,8% do total, enquanto a dos 10% com os maiores ficou com 43,4%.

Nada de relação

A tal lista dos 400 funcionários fantasmas da Saúde Estadual até ontem não havia chegado às mãos do governador Flávio Dino, que a pediu mediante expediente à Justiça Federal, que autorizou a entrega.

Bandeira valorizada

A deputada Eliziane Gama (PPS), sempre sustentando a bandeira em favor das mulheres, propôs ontem uma força tarefa de combate à violência contra a mulher, composta de todos os órgãos com atuação na área de segurança – Ministério Público, Judiciário e Câmara dos Deputados.

Novo aliado

Em Brejo, ao participar de inauguração de obras ao lado de Flávio Dino, Gastão ouviu rasgados elogios do governador à sua trajetória política, saudando-o como o mais novo aliado. “Tomei a decisão certa ao apoiá-lo. E é por isso que estou aqui hoje. Porque acredito na sua capacidade de trabalho, e muito mais no seu amor pelo Maranhão”, respondeu o homem do PROS.

Demissão do FNDE

Em 2015, Gastão foi demitido do FNDE sem dó nem compaixão pelos Sarney e Roberto Rocha. Hoje, sem mandato, com 71 anos, ele luta para ser eleito em 2018. Em 2014, andou perto de levar a vaga de senador, na chapa de Lobão Filho, tendo obtido 1,283 milhão de votos. Em 2010, foi eleito com a maior votação no Maranhão, 134 mil.