Arquivos diários: 26/09/2017

Divisão quase equitativa

Em 2016, por exemplo, os quatro candidatos mais votados para prefeito dividiram os votos de forma impressionante. O eleito Assis Ramos obteve 29% dos votos; Ildon Marques, 27%; Rosângela Curado, 21%; e Ribinha Cunha, 20%. Significa que os quatro ficaram entre 20% e 29% da votação. Uma embolada. Vale perguntar: quem é o líder por lá?

Voto emblemático

Tem vários políticos por aí blefando sobre quem tem voto em Imperatriz, principalmente, o ex-prefeito Sebastião Madeira, que tenta acertar sua candidatura ao Senado grudada à chapa de Roberto Rocha, provavelmente pelo PSDB. Mas espalha que Flávio Dino também o quer um sua chapa. O problema de Imperatriz é a indefinição do eleitorado.

Questão não é estatutária

Sendo da base de Flávio Dino, Marreca quer debate amplo dessa proibição. Deveria ser objeto de resolução, discutida amplamente no diretório e no conselho do partido e não norma estatutária que dificilmente passará até no TSE, que ainda não analisou o pedido de troca de nome do PEN, disse Marreca a este Bastidores.

Proibição descabida

No estatuto do Patriota, enviado ao TSE, Barroso colocou proibitiva, avaliando o peso de Bolsonaro, hoje, bem colocado nas pesquisas presidenciais, atrás de Lula. Porém, o deputado federal Júnior Marreca, vice-presidente nacional, diz que a proibição não deve prevalecer, pois o partido terá que respeitar as questões peculiares de cada estado.

Embate ideológico no PEN

O PEN no Maranhão, presidido pelo ex-deputado Jota Pinto, está diante de um impasse. O partido é da base aliada de Flávio Dino, mas o presidenciável Jair Bolsonaro impôs uma condição, aceita pelo presidente nacional, Adilson Barroso: proibidas coligações do novo partido, o Patriota, com partidos de esquerda.

Desigualdade berrante

O Brasil é o terceiro país da América Latina em desigualdade social, atrás apenas da Colômbia e Honduras, e o 10º mais desigual do mundo, conforme o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado ontem. Os dados levam em conta
o Índice de Gini. Como o Maranhão aparece em outras pesquisas como o último estado em pobreza e concentração de renda, é provável que a situação medida pelo Pnud, no detalhamento, não seja diferente dos anos anteriores.

O levantamento faz um retrato da realidade que distancia parte da população de serviços básicos, como oferta de água ou de médicos, aumenta as taxas de mortalidade infantil e diminui a expectativa de vida ao nascer de muitos brasileiros. O valor do salário mínimo também é
um aspecto da desigualdade social no Brasil. Com uma filha na escola, e um bebê recém-nascido, o valor mensal de R$ 937 não é suficiente para cobrir as despesas da casa de qualquer morador nessa faixa salarial.

Já Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil, explica que o valor ainda está distante do que seria um salário mínimo ideal, mais inclusivo e que realmente enfrentasse as desigualdades que reinam no Brasil”. Ela diz que é chocante o fato de o país ser tão desigual, com tanto potencial para não ser. “É um país rico, que tem as condições
de enfrentar e reduzir a desigualdade extrema”, disse ela. Destacou que, nos últimos 15 anos, 28 milhões de brasileiros saíram de baixo da linha da pobreza, mas que isso foi interrompido com a crise política do Brasil.

Outros dados da Oxfam revelam a escandalosa concentração da riqueza no Brasil. Os seis bilionários, Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim), concentram a mesma riqueza que os 100
milhões mais pobres do país, quase 50% da população. Um trabalhador do salário mínimo teria que trabalhar 19 anos para ganhar o que um super-rico recebe por mês no Brasil. Os 5% mais ricos têm a mesma riqueza que os 95% restantes!