Arquivos diários: 19/09/2017

Texto nos anais da Alema

Por requerimento do deputado Edivaldo Holanda (PTC), o texto “Meus 17 mil dias em O Imparcial”, relativo ao tempo em que este jornalista desenvolve suas atividades no jornal dos Diários Associados, foi lido e transcrito nos anais da Assembleia Legislativa do Maranhão. O 1º secretário da mesa diretora, Ricardo Rios, comunicou o feito.

Modelo de transporte

A linha Expresso Metropolitana, que atende aos municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, alcançou 400 mil passageiros/mês, em seus 36 ônibus, cuja característica é o conforto. A frota faz do projeto da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, presidida pelo engenheiro Athur Cabral, um modelo de transporte público.

Par errado para dançar

E ironiza a situação do fim de seu mandato na PGR. Janot “surfou na ilusão conciliatória da social democracia enquanto perdurou a visão inocente de um ‘republicanismo asséptico’. Quando resolveu tirar o velho e experiente Centrão para dançar, caiu no meio do salão e passou vergonha”.

Os escroques

Em despedida, Janot solta nota aos membros do MPF em que ataca “larápios” e “escroques” que ocupam “vistosos cargos da República”. Em artigo, o jornalista Ricardo Cappelli diz que Janot sempre utilizou do mesmo expediente: tiro diversionista na esquerda.

Sem plano B

Já se alastrou a sensação de que Lula não conseguirá ser candidato em 2018. E a sigla quer ter o próprio plano B até novembro. Segundo a coluna Painel (Folha), integrantes do PCdoB estão divididos sobre essa movimentação. Se ele puder concorrer, a aliança está assegurada — o problema é, quem acredita nessa possibilidade? Com a palavra, Flávio Dino.

Cenário sombrio

No cenário explícito do estrago que a ofensiva judicial fez às pretensões do ex-presidente Lula, o PC do B, parceiro histórico do PT em eleições nacionais, decidiu iniciar consulta aos seus dirigentes para buscar uma alternativa para 2018. O PCdoB se reuniu na semana passada, em que debateu o depoimento de Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro.

Dodge no quarto poder

Para o economista e escritor Maílson da Nobrega, exministro da Fazenda do governo José Sarney, “o MP tornou- se na prática um quarto poder. Não se subordina ao Legislativo, nem ao Executivo, nem ao Judiciário. Passou a dispor de discricionariedade incomum a atores não
eleitos. Transformou-se em organização incomum na democracia”.
Ontem, a nova chefa da Procuradoria Geral da República, Raquel Dodge, assumiu o cargo, nomeada  pelo presidente Michel Temer, denunciado pela mesma PGR por obstrução à justiça e organização criminosa.

Na mesa oficial da solenidade, Dodge foi ladeada, protocolarmente,
pelo mesmo Temer, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; do Senado, Eunício Oliveira; e do Supremo Tribunal, Cármen Lúcia. Esta, a única dos convidados, não denunciada à Justiça por
corrupção. Um caso inédito na história da República brasileira. Ali, conforme Maílson, estavam os quatro poderes. Faltou o antecessor de Dodge, Rodrigo Janot, que preferiria ter deixado como substituto o procurador de sua confiança, Nincolao Dino, o mais votado no pleito.

Janot, apesar da tremenda visibilidade que permitiu ao MPF, saiu do cargo chamuscado na visão de muitos e herói, na de outra legião que viu na Lava-Jato a salvação do Brasil e um basta definitivo na corrupção. Seus críticos dizem coisa como essa: “Abriu mão da imparcialidade e da prudência para vestir a capa de enxadrista político”, avaliação
é do jornalista Ricardo Cappelli, secretário que representa o governo do Maranhão em Brasília, no site Congresso em Foco. Diz que no “episódio Odebrecht”, Janot optou pelo caminho fácil do aplauso e da infâmia. Misturou corrupção com caixa dois e até “ouvi dizer”. Jogou a política aos leões”.

Por sua vez, Raquel Dodge assumiu o mandato de dois anos sem fazer referência expressa à Operação Lava-Jato, dizendo que ninguém está acima ou abaixo da lei e prometeu ser firme no combate à corrupção. Adversária interna do antecessor, Raquel, porém, agradeceu a Rodrigo Janot pelo legado deixado à frente da PGR. Segundo ela, o povo brasileiro “não tolera a corrupção” e o Brasil passa por um momento de
“depuração”. Já o presidente Temer não falou em corrupção. Disse: “Toda vez que há um ultrapasse dos limites da Constituição Federal ou da lei, verifica-se abuso de autoridade”

Esclarecimento do BNDES

Em relação a uma nota publicada sexta-feira, 15, neste Bastidores,
o BNDES mandou o seguinte esclarecimento ao jornalista Raimundo Borges: Diz que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investigou o BNDES entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016, concluiu seus trabalhos sem qualquer indiciamento.

E diz mais: “Todos os 108 requerimentos de informação foram respondidos no prazo determinado e mais de 10 mil documentos enviados na íntegra aos parlamentares. O Banco segue trabalhando para aperfeiçoar ainda mais sua transparência e aprimorar seus canais de diálogo com a sociedade, demonstrando a conformidade e integridade de seus processos”.

Mais prazo para investigar

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 90 dias de prazo para concluir o inquérito que investiga suposta lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores pelo deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB). A PF precisa tomar depoimentos de cinco pessoas relativas ao caso.

O rebate

O confronto entre as mídias do grupo Sarney e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passou a ser mais direto e frequente. Ao ver a manchete de O Estado do Maranhão falando de precárias condições sociais do Estado, Dino não perdeu tempo em responder com tiradas irônicas.

Pelas redes sociais, o governador twittou: “Depois de 50 anos, a mídia do império Sarney descobriu que as condições sociais do Maranhão eram precárias. Mas claro que a culpa é minha…”. Flávio Dino arrematou com uma indagação.“Por que, em vez de agredi-lo tanto, a mídia do império Sarney não se ocupa de demonstrar que o ex-senador não participa de quadrilhas?