Arquivos diários: 14/09/2017

Comunistas chineses

Nesse debate PDT/PCCh, entrou a candidatura de Ciro Gomes e integração das instituições de Brasil/China, centrada no desenvolvimento social. Manoel Dias (PDT) e o secretário do Comitê Central do PCCh, Du Qinglin, colocaram em pauta também o cenário de instabilidade do governo Temer.

Mistura de comunistas

E aí entre os projetos chineses no Maranhão, os quais o deputado José Reinaldo, que esteve duas vezes na China, tanto se entusiasma, mesmo não tendo nada com comunismo. Muito menos o tucano Carlos Brandão, que já foi à China três vezes debater a refinaria e a siderúrgica que os chineses, em consórcio com indianos e iranianos, querem implantar em Bacabeira.

Os chineses estão chegando?

Quando Flávio Dino fala que a melhor alternativa para disputar a Presidência da República, num eventual impedimento judicial de Lula, é Ciro Gomes (PDT), não está sozinho. Em julho, por exemplo, o Partido Comunista da China (PCCh) se reuniu no Rio de Janeiro com o PDT de Ciro para debater a crise econômica e política do Brasil.

Na base eleitoral

Também o presidente da Assembleia, deputado Humberto Coutinho (PDT), participou do aniversário de Tuntum, uma de suas bases eleitorais, ao lado de Flávio Dino e do prefeito da cidade, Cleomar Tema, presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). O evento esvaziou a sessão da Alema, que não obteve quórum para deliberação.

Investimento histórico

O governador Flávio Dino disse ontem, em ato festivo pelo aniversário de 62 anos do município de Tutum, que seu governo está “fazendo o maior investimento da história do Maranhão”. Ele entregou um pacote de obras, como estádio de futebol, uma ponte, praça, o sistema de abastecimento de água e duas escolas do programa “Escola Digna”.

Sem autorização da Alema

Por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Artigo 66 da Constituição do Estado do Maranhão não
vale para ação criminal contra o governador – qualquer que seja. O que ficou decidido: ação criminal contra o chefe do Executivo não dependerá mais de autorização de 2/3 da Assembleia Legislativa.

Por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Artigo 66 da Constituição do Estado do Maranhão não
vale para ação criminal contra o governador – qualquer que seja. O que ficou decidido: ação criminal contra o chefe do Executivo não dependerá mais de autorização de 2/3 da Assembleia Legislativa.

Embaralhada geral da República

O Brasil virou terra de ninguém e, ao mesmo tempo, de todo mundo. Tem democracia demais onde se burla elementares regras democráticas. Parece uma selva habitada por gente civilizada, mas brutalizada pela crise. Enquanto o Judiciário se tornou o poder central entre os três poderes da República Brasileira, integrante de seu quadro máximo, o Supremo Tribunal Federal, como o ministro Gilmar
Mendes, um político togado, leva uma sova de rejeição popular, em consulta nacional do Instituto Pará Pesquisa.

No mesmo dia em que o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, manda abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (o homem da mala) e empresários por supostos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede o arquivamento de denúncias de obstrução da Justiça contra José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

Foi o mesmo MP que pediu tais investigações em fevereiro, por suposta tentativa de atrapalhar a Lava-Jato, mudou de postura. Em julho, a Polícia Federal também solicitou o arquivamento da investigação por insuficiência de provas. Se não tinham provas, por que envolveram os
políticos? A PF entendeu que as conversas gravadas entre os três peemedebistas com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, não configuraram crime. Em 2016, as gravações abriram um enorme escândalo, para, agora, darem em nada.

Em uma das conversas, Romero Jucá cita um suposto“acordo nacional” para “estancar a sangria”. Agora, caberán ao ministro Edson Fachin, relator do caso, arquivá-lo ou não. No entanto, esse pedido da PGR não tem relação com a denúncia por crime de organização criminosa apresentada na sexta-feira (8) por Rodrigo Janot contra os mesmos
políticos e outros: Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison  Lobão, Valdir Raupp, Jader Barbalho e José Sarney. Como dizem os sarneístas: “É o Sarneizão! Contra ele, nada pega”.