Arquivos diários: 12/09/2017

Só prejuízo

O sistema distritão de votos dificulta a renovação do Parlamento, desperdiça votos, dificulta a representação de minorias e até de maiorias sub-representadas, como as mulheres e os negros, diz o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).

Futrica pura

Notícia sem pé e sem cabeça, foi como o vice-governador Carlos Brandão, presidente regional do PSDB, classificou o boato divulgado em blogs, de que ele estaria trocando o seu partido pelo PP de André Fufuca, que, por sua vez, disse nunca ter ouvido falar disso.

Os “se” dos Sarney

“Se” nº 1
Se Roseana Sarney for candidata no próximo ano ao governo e eventualmente ganhar, será duplamente recordista no mesmo posto e como mulher: 18 anos. Nenhum político brasileiro governou tanto o estado que, mesmo assim, infelizmente, permanece como o mais pobre do país.

“Se” nº 2
Caso o ex-presidente e ex-senador José Sarney dispute novo mandato de senador no Amapá e leve uma das duas vagas, será o recorde dos recordes dele mesmo, de mandatos no Congresso Nacional. Também em termos de cargos eletivos e não eletivos, como foi o de presidente do Brasil, via indireta.

“Se” nº 3
Se o deputado Sarney Filho, o segundo mais antigo na Câmara, conseguir ser candidato a senador e for eleito, com o pai, também, no Amapá, será a primeira vez na “idade moderna” da política brasileira que pai e filho são senadores ao mesmo tempo. Um caso raríssimo no mundo.

“Se” nº 4
Se o deputado estadual Adriano Sarney for candidato a federal e sair vitorioso, formará o primeiro trio familiar na história do Congresso Nacional, isto se o pai e o avô forem eleitos.

“Se” nº 5
Se Roseana Sarney voltar ao governo, o tempo fecha. Com o pai José 1, o irmão José 2 e o sobrinho Adriano, todos eleitos, não tem como nenhum reclamar quando são chamados de a maior e mais duradoura oligarquia familiar da história antiga e moderna do Brasil. Ora, pílulas!

Quem é o Dória?, indaga Dino

A pergunta é uma pedrada na direção do prefeito de São Paulo, João Dória Jr (PSB), arremessada pelo governador Flávio Dino, do PCdoB. Em entrevista ao Valor Econômico, publicada ontem, Dino diz que Dória é um Collor piorado, um fake (algo falsificado), autoritário e sem experiência administrativa”. Dino não esconde de ninguém, muito pelo
contrário, que apoia a candidatura de Lula a presidente em 2018, mesmo sabendo que terá imensas dificuldades em se desvencilhar das ações judiciais que, contra ele, não param de chegar à Justiça, como aconteceu ontem com mais uma.

João Dória é pré-candidato a presidente pelo PSDB, ou por outro partido, caso os tucanos não abram mão de Geraldo Alckmin. Os dois já andam pelo país se apresentando tais. O prefeito de São Paulo tem posição contrária a de Dino e agrada em cheio o “mercado”, que, por sua vez, abomina o nome de Lula em nova disputa eleitoral. Ele promete cobrar sonegadores. Mas o governador atira em outra direção: Jair Bolsonaro, de uma tragédia, com ideário violento, de exclusão das pessoas, fascista, defensor do aniquilamento das diferenças sociais”.

O controvertido deputado que virou o paparico da ultradireita aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, atrás de Lula. “Não tem nenhuma condição de dirigir o país”, diz o governador “comunista”, que aponta o pedetista Ciro Gomes como o único nome capaz de quebrar a continuidade do golpe de 2016. A exclusão de Lula, para Dino, tira a legitimidade das eleições, diante da liderança inesgotável que possui.

Quanto ao tucano Geraldo Alkmin, Flávio Dino mostra o lenço branco: Tem experiência, foi governador quatro vezes, é um quadro político experimentado, tem as condições dele e um conjunto de forças”. Sobre o sistema político, o governador analisa que foi rebaixado com o golpe de 2016 contra  Dilma. “Para soerguê-lo de novo acima do volume morto, é importante que Alckmin e Lula sejam candidatos. São traços
civilizatórios no meio de um desastre completo”, assinala.