Arquivos diários: 04/09/2017

Os Lobão

Curioso: o senador Edison Lobão foi entrevistado anteontem pelo jornalista Diego Emir, em sua emissora, a Difusora, ao lado do suplente, Lobão Filho, quando disse que a candidatura a um novo mandato está de pé. Será que ele já coloca Lobão Filho no “banco”, para qualquer
revés em sua candidatura na Lava Jato?

Não dá para comparar

Lobão anotou que desde o governo Cafeteira tem sido pago em dia. Só não lembrou que o país nunca viveu nesse período que citou, uma depressão econômica tão avassaladora como a atual, e nas mãos de seu partido, o PMDB, que, desde Sarney, nunca esteve à frente do Planalto.

Lobão candidato ao Senado

Em entrevista à Difusora, emissora de sua propriedade, o senador Edison Lobão não só reafirmou sua candidatura a um novo mandato, como mencionou o pagamento dos funcionários estaduais, sempre
colocado como ponto positivo do governo Flávio Dino.

Praça cheia

O PT de São Luís, hoje em paz com o regional, está jogando toda a sua força para encher a Praça Pedro II no encontro com sua estrela máxima: o ex presidente Lula, que estará nos dias 4 e 5 na capital, com sua
“Caravana pelo Nordeste”. O PT tenta resgatar a militância, injetando ânimo onde não havia, no ambiente insalubre depois do impeachment.

Não ou sim

Pessoas próximas ao ex presidente José Sarney juram que ele nem pensa em disputar nova eleição de senador pelo Amapá. Mas, quem conhece o cenário atual do Amapá e Sarney, garante que ele pode sim
ser candidato. Se for, tem chances reais de levar uma das vagas.
A outra seria de Randolfe Rodrigues, do PSOL. Pessoas próximas ao ex presidente José Sarney juram que ele nem pensa em disputar nova eleição de senador pelo Amapá. Mas, quem conhece o cenário atual do Amapá e Sarney, garante que ele pode sim ser candidato. Se for, tem chances reais de levar uma das vagas. A outra seria de Randolfe
Rodrigues, do PSOL.

Saindo da saia justa

O ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, deputado licenciado do PV, acabou se safando de uma enrascada política das grandes. Pelo menos por enquanto ele está salvo da ira implacável dos preservacionistas internacionais e nacionais, com suas militâncias aguerridas e poder de pressão sobre o decreto que o presidente Michel Temer baixou, extinguindo a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), bem no
coração da Amazônia. Dentro dela estão sete áreas de proteção
ambiental.

Sarney Filho estava inarredavelmente numa saia justa, diante do decreto do chefe Temer, e seu objetivo de abrir à garimpagem a exploração mineral, na área de preservação de 47 mil quilômetros quadrados, encravada entre o Pará e o Amapá com reservas indígenas dentro. Rica em ouro, cobre, manganês e outros minerais nobres, era tudo que empresas americanas, canadenses e nacionais queriam, alinhadas com o agronegócio predador.

Pressão de todo lado, Temer trocou o primeiro decreto por outro mais brando, que, finalmente, acabou sustado na sexta feira, para tentar efetivá-lo via Congresso Nacional. Como chegar ao ponto X da questão amazônica? Temer terá que percorrer caminhos sinuosos e atravessar o cipoal de protestos por onde quer que apareça. Com um processo incontrolável de devastação, tudo que o mundo não quer ver é o Estado Brasileiro assumir a dianteira da extinção do que ainda permanece de
pé e preservado. Quando tentou defender o segundo decreto, que teria “clareado” pontos obscuros na mineração amazônica, Sarney Filho sentiu que não seria poupado da avalanche de protestos mundo afora. A bomba, lançada pelo Ministério das Minas e Energia, como ação para garimpar um dinheirinho e ajudar a tapar o rombo nas contas do governo, acabou estacionada no colo de Sarney Filho. Ele ficou diante de duas portas: sair do governo, atirando e ganhando espaço político
e a simpatia dos ambientalistas, ou ficar (como fez) em busca de explicação para inexplicável. Resultado: Sarney Filho foi salvo pela pressão de fora do PV, brotada e adubada nas organizações
ambientalistas. Até o próximo vendaval.