Arquivos mensais: setembro 2017

E agora, Zé?

Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça de reconhecer o prefeito de Bacabal, Zé Vieira, como ficha suja antes das eleições de 2016, ele foi transformado em rei nu. Ele nem poderia ter sido candidato em 2016, mas conseguiu ser, pendurado em liminares. Agora, o deputado Roberto Costa, segundo mais votado, quer que o TRE resolva logo a pendenga.

Estrada sem fim

A bancada federal do Maranhão voltou ao Ministério dos Transportes para cobrar providências sobre o asfaltamento da BR-226, entre o povoado Baú (Caxias) e Timon. A empreiteira, segundo o coordenador da Bancada, Rubens Junior (PCdoB), está com o cronograma atrasado, e os deputados querem providências do Dnit.

Analista verde-oliva

Na palestra em que defendeu intervenção militar como solução para a crise, o general Antônio Hamilton Mourão também defendeu a venda de terras nacionais para estrangeiros e bateu na formação cultural do brasileiro: o Brasil herdou dos índios a “indolência”, dos negros a “magia” e dos ibéricos a “cultura do privilégio”, ensinou.

Poder das redes

A informação é do secretário de Comunicação e Articulação Política do governo Flávio Dino, jornalista Márcio Jerry, no programa “Mesa Redonda”, da TV Assembleia, comandado pelo jornalista Luiz Pedro. Jerry disse que Flávio Dino usa muito as redes sociais e contabiliza resultados: são mais de 160 mil seguidores.

Analfabetismo zerado

Pela primeira vez na história do Maranhão, haverá um município em que o analfabetismo encontra-se 100% radicalizado. É Aldeias Altas, enquanto outro está próximo a obter idêntico resultado. Mesmo sendo apenas um município em 2017, o feito tem significado simbólico.

Medo do “efeito Orloff”

A partir do momento em que o Senado Federal, com a metade de seus membros encrencados em processos criminais no Supremo Tribunal Federal, resolve “revogar” a condenação de um senador, desmorona-se o fundamento constitucional do Estado Democrático de Direito. A reação corporativista do Senado ao afastamento do senador Aécio Neves (PSDB) pelo STF torna ainda mais grave a crise institucional que vem erodindo os poderes da República.

Brasília virou uma barafunda descontrolada. Como diz o jornalista Mino Carta: “Depois do Golpe, isso aqui virou uma pasta emoliente, flácida, resultado, muitas vezes, de uma desorganização intestinal”. O mesmo Senado que avalizou a prisão do senador petista Delcídio do Amaral, então líder do governo Dilma em 2015, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato, e depois o cassou pelo Conselho de Ética,
agora se arregimenta para salvar o tucano Aécio Neves, que está apenas com o mandato suspenso, acusado de corrupção.

A postura do Senado tem o mesmo sentido do “efeito Orloff”, aquele da peça publicitária de vodca que fez extraordinário sucesso na década de 1980. A qualidade do produto era ressaltada por alegadamente não causar ressaca: “Eu sou você amanhã”, explicava um bem-disposto sósia de um sujeito sentado à mesa de um bar, antes de pedir ao garçom que substituísse o pedido que este acabara de fazer por uma dose da marca
anunciada. Agora os senadores temem “ser o Aécio amanhã”, com a ressaca que vive hoje.

Salvando o senador tucano, cuja decisão ficou para a próxima terça-feira, mostra que, mesmo com 40 senadores enrolados em ações no STF, o Senado vai mostrar aos ministros que na Suprema Corte também se pratica “barbeiragem” na interpretação da Constituição. E quem vai sacramentar o entendimento são dois maranhenses: Edison Lobão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e João Alberto, presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ambos do PMDB.

Trata-se de uma posição de alto risco, pois até o ex-presidente FHC, em palestra em Washington, sobre corrupção na América Latina, disse ontem que “o Supremo Tribunal, como guardião da Constituição, tem a decisão final. Ele decide e é isso”. Aí pode vir o general Mourão e também dizer que nem o Senado nem o Supremo têm solução para a crise. Quem tem é quem sabe manusear as carabinas. Nesse caso não será “efeito Orloff”, mas ressaca incurável.

Garimpo de gringos

O deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) criticou a autorização dada à empresa do Canadá para explorar minério em Centro Novo do Maranhão, mesmo sendo uma área do Incra. Ele contou que os moradores da área estão ameaçados de perder entre 280 a 300 ha da área do Incra, antiga Colone, em Centro Novo.

Na área do mais IDH

Sem muito barulho, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Maranhão a MP que institui sistemática de tributação, no âmbito do ICMS, para indústrias e agroindústrias estabelecidas no Maranhão, que se implantarem nos 30 municípios de menor IDH. Flávio Dino afirma
que a MP vai estimular a instalação de indústrias ou agroindústrias inexistentes no estado.

Braide cacifado para 2020

O caso do deputado Eduardo Braide (PMN) é diferente de alguns. Ele disputou a eleição de prefeito de São Luís em 2016, foi ao segundo turno contra Edivaldo Júnior e ficou habilitado para 2020. Especula-se que Edivaldo dispute a eleição de deputado federal. Seja como for, Braide ficou cacifado para repetir a empreitada.

Abrindo espaço federal

Ademais, são aproximadamente oito pré-candidatos a senador e uma penca de pretendentes à Câmara dos Deputados. Só da Alema, buscam o espaço federal os deputados Antônio Pereira, Stênio Resende, Wellington do Curso, Eduardo Braide, Andrea Murad, Edilázio Júnior,
Alexandre Almeida e Josimar do Maranhãozinho.