Arquivos mensais: junho 2017

Guajajara famosa

Uma mídia que cobriu a viagem do presidente Michel Temer à Noruega, sexta-feira passada, deu destaque às manifestações ocorridas em Oslo por grupo de defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, viu os protestos e não disse nada.

Sarney Filho nem reconheceu em Oslo a índia ativista maranhense, Sônia Guajajara, portadora de título de doutorado, portando faixa “Fora Temer”, dura o encontro de Temer com a primeira-ministra ErnaSolberg, da Noruega. Sônia coordena a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e denunciou o constante e sistemático ataque
ao meio ambiente nesse governo”.

Choque de togados

O bloqueio dos bens de Roseana Sarney, em março deste ano, pela juíza Oriana Gomes até hoje gera arregaço jurídico. Agora foi a seccional maranhense da OAB que desagravou, em nota emitida ontem, advogada Anna Grazeilla Neiva. Ela defende Roseana e estaria sofrendo perseguição por parte do promotor Paulo Roberto Ramos.

Olhando o passado

Dissidentes do PMDB de José Sarney e Orestes Quércia, os fundadores do PSDB em 1988, diziam-se chocados com o espetáculo do fisiologismo político e da corrupção impune vivenciado pelo Brasil à época. Passados 29 anos, o PSDB hoje vive o seu maior dilema: apoiar Temer até o fim, ou abandonar o barco e tentar substituí-lo na eleição indireta.

Armação ilimitada

Sebastião Madeira tem suado a camisa para atrair a deputada federal Eliziane Gama (PPS) para seu projeto de fomentar a candidatura de Roberto Rocha ao governo. Madeira tenta formatar uma chapa forte, com ele e Eliziane no Senado. A deputada até agora não esboça entusiasmo algum com a ideia.

Três embaralhados

Flávio Dino (PCdoB), Roseana Sarney (PMDB) e Roberto Rocha (PSB). Os três podem ser candidatos a governador do Maranhão em 2018. O verbo na terceira pessoa do plural é de propósito. Indica que a única certeza até agora é de Flávio Dino concorrer à reeleição. Roseana Sarney tem um longo caminho a percorrer até decidir ser candidata a mais um
mandato no Palácio dos Leões. Para ela é tão difícil quanto foi em 2006, quando foi derrotada por Jackson Lago, do PDT.

Ela tergiversa pelas circunstâncias da política maranhense, os percalços que estão em seu caminho e pela conjuntura nacional envolvendo o PMDB de Michel Temer. No local a esperam alguns embaraços judiciais que vez por outra lhe tiram o sono, como no caso do bloqueio dos bens pela juíza Oriana Gomes, da 8ª Vara Criminal, em março passado. Os rolos do Caso Sefaz ainda têm muita munição a ser disparada contra sua administração.

Quanto a Roberto Rocha, a situação é puramente política. O PSB está rachado quanto ao governo Michel Temer, no qual possui dois ministérios (Cultura e Minas e Energia), mas a cúpula anunciou rompimento. No Maranhão, Roberto Rocha não tem o controle da legenda. Até o diretório de São Luís, o filho dele, ex-vereador Roberto Rocha Júnior, perdeu força e o mandato de vereador, por ter sido derrotado como candidato a vice-prefeito de São Luís.

Sem um partido forte e com diminuta base política no interior, disputar o governo corre o risco de virar um fracasso. Não é sem motivo que Roberto Rocha abre caminho para retornar ao PSDB, com o apoio do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira. O tucano sonha com uma vaga de senador. Mas para isso a dupla tenta atropelar o vice-governador Carlos Brandão, que preside o PSDB e segue sua trajetória, afinadíssimo com o comunista Flávio Dino. Tem mais preocupação nacional do que local. Espera o desfecho da posição
do PSDB, até quando vai segurar Temer, ou cair junto.

Braço forte de Sarney

Assim como teve o coração bondoso e a visão jurídica aguçada do senador João Alberto, alinhado com o senador José Sarney, atuando atrás das cortinas, Aécio pode receber a mesma benevolência do amigão Gilmar Mendes. O caso está com Edson Fachin, no STF, e foi redistribuído e caiu nas mãos de Gilmar.

Amigo é pra essas coisas

Um dos inquéritos a que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) responde no Supremo Tribunal Federal (STF), baseado na delação premiada de executivos da Odebrecht, será relatado pelo ministro Gilmar Mendes, que Aécio o chama simplesmente de “Gilmar”.

Jovem Presidente

Aos 39 anos, Macron é mais o jovem presidente eleito da França, e o primeiro desde 1958, data da fundação da República moderna francesa, fora dos dois partidos principais – o Socialista e o Republicanos. José Reinaldo acha que a tendência de futuro é essa.

A ficha do DEM

Mesmo sem ter ainda assinado a ficha do DEM, o deputado federal José Reinaldo já se considera fora do PSB. “Estou, na prática, fora. Só falta a filiação no DEM, porque pretendemos formar uma ‘federação’ com vários outros partidos, para construirmos uma legenda forte em 2018”.

Para Zé Reinaldo, o socialismo no mundo virou uma história de fracasso. Cita o caso de Emmanuel Macron. Até 2016 era praticamente
desconhecido na França. Lançou-se candidato a presidente, com o lema En Marche! (Em Marcha), sem ser de esquerda nem de direita e surpreendeu o mundo. Eis o caminho que José Reinaldo pretende trilhar.

Faltou perguntar

A ‘pesquisa’ da Escutec indaga aos entrevistados: “Você tomou conhecimento de que Flávio Dino foi citado na Lava- Jato?” Mas faltou completar: “Você sabe que Roseana Sarney, José Sarney, Sarney Filho, Edison Lobão foram citados na Lava-Jato?”. Outra: “Você sabia que todos os citados negam ter recebido qualquer grana?”