Arquivos diários: 28/03/2017

Perto do fim

Napoleão considerou transitada em julgado ação em que Vieira foi condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito e reconheceu a suspensão de seus direitos políticos. Agora, o presidente da Câmara vai ser notificado para oficializar o afastamento do prefeito.
Resta saber se assume o segundo mais votado, Roberto Costa, ou haverá nova eleição.

O rolo de Bacabal

A situação da Prefeitura de Bacabal, na qual despacha o pepista Zé Vieira, na base de recursos protelatórios, desde antes da eleição, está difícil. O ministro Napoleão Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu, na última sexta-feira, novos embargos da defesa do prefeito de Vieira.

O governo em 2018

No PMDB não é mais segredo: se Roseana Sarney, por quaisquer motivos, inclusive pessoais, não topar disputar o governo em 2018, com
medo de perder para Flávio Dino, o nome do plano B do grupo Sarney
é Roberto Rocha. O senador João Alberto e o ministro Sarney Filho (Meio Ambiente), porém, cercam Roseana. Ela, porém, tergiversa.

Operação Turing

Algumas perguntas ficaram  sem resposta no desfecho da Operação Turing da Polícia Federal contra uma trupe de blogueiros de São Luís acusados de extorsão e outros crimes. Foi como a prisão do marimbondo: “Teje preso, teje solto”. Assim mesmo com j. E por que eles ainda saíram tentando ser vítima de perseguição? Se há extorsão,
quem são os extorquidos? É segredo de Justiça? Mas hoje tudo não vaza?

Cartão postal

O governador Flávio Dino, o prefeito Luís Fernando Silva e os chefes municipais de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, e de Raposa, Talita Laci prestigiaram, sexta feira, a inauguração do novo Cais de São José de Ribamar, uma obra que mudou totalmente a paisagem da cidade do Padroeiro do Maranhão. Um marco histórico.

Dias que abalaram o mundo

Faz 100 anos, em 2017, que o jornalista americano John Rede transformou a narrativa da primeira guerra mundial, no clássico “Os Dez Dias que Abalaram o Mundo”. Por coincidência, neste domingo, completam-se dez dias que a Polícia Federal abalou o Brasil, sua economia e o resto do mundo, com a Operação Carne Fraca.

O impacto da “Carne Fraca” foi tão explosivo que até agora nem o governo, nem o agronegócio, ramo da economia que colou o Brasil no topo do mundo, graças a qualidade do produto, sabem dimensionar o tamanho do estrago. Além de “queimar” a imagem do produto nacional
no mundo, a Carne Fraca já produz milhares de desempregados no processo que ninguém sabe até onde vai.

Vazadouros e vazados

Os vazamentos de delações de implicados no rumoroso caso da Lava-Jato foi o assunto mais quente da semana passada. Do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, aos ex-presidentes FHC, Lula e Dilma Rousseff, sem falar na discussão dentro do Congresso
sobre o que fazer com o crime. Os vazamentos, que ocorrem desde o processo do mensalão, tornaram-se a regra e também preocupação geral. Alimentou até um acalorado bate e rebate entre o procurador -geral da República, Rodrigo Janot, e Gilmar Mendes, alvo de pesadas críticas em linguagem pouco usual na liturgia do poder.

Também o presidente Michel Temer entrou na encrenca dos vazamentos. Na última sexta-feira, por seus advogados, ele peticionou ao TSE pedido de anulação das delações da Odebrecht, onde seu braço direito Eliseu Padilha é acusado de organizar um esquema de propinas. Tudo devidamente vazado do processo da Lava-Jato. O argumento de
Temer: o ministro Herman Benjamin, relator da matéria no TSE, decidiu convocar os colaboradores “sem requerimento de qualquer das partes e do Ministério Público” e fundamentou a ação em indicativos extraídos da mídia escrita, “resultado de vazamento ilegal das informações”.

Lula, por sua vez, orientou a bancada do PT na Câmara que entre na briga pela aprovação da lei que pune abusos de juízes e integrantes do Ministério Público. “Todo mundo está com medo. A sociedade está com medo. Tem gente que não sai na rua com medo”, afirmou ex-presidente.
Em uma das gravações da Lava-Jato vazadas em 2016, o senador Renan Calheiros foi flagrado dizendo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que considerava necessário alterar a lei que trata da delação premiada.

Na Câmara, o tema é tão quente, que nada menos do que oito projetos visam mudar as regras das delações e como punir quem as vaza, na maioria das vezes, de forma seletiva para atingir determinados políticos ou partidos. Diante da importância do tema “delação”, que tornou um
inferno a vida dos políticos com e sem mandato, nem precisa ser adivinho para concluir que, de uma forma ou de outra, as delações e seus vazamentos são prioridades no Congresso e no governo, para estancar a fanfarra.