Arquivos diários: 23/02/2017

Se chegando

O vereador Pedro Lucas, do PTB, e o ex-vice-governador pastor Luís Porto já são nomeados para compor o governo Flávio Dino. O petebista vai presidir a Agência Metropolitana, com jurisdição sobre os 13 municípios mais próximos da capital. Já o pastor será secretário institucional.

Ontem rolou muito tititi sobre a aproximação de Pedro Lucas, filho do deputado federal Pedro Fernandes, manda chuva no PTB maranhense, com Flávio Dino. Mas o pai do vereador se apressou em dizer que não se trata de adesão, mas apenas de uma relação amistosa. Então tá.

Por tabela

Os políticos mandatários que “contaminaram” Sarney, segundo o STF, que retirou o seu processo do juiz Sérgio Moro e o deixou lá na Corte suprema, são os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos do PMDB, partido de Sarney. Ele é repetidamente citado na delação do ex-presidente da Transpectro Sérgio Machado.

Na rebarba do foro

Sarney é fera. Conseguiu no STF o que parecia impensável. Mesmo sem mandato nenhum, os ministros decidiram “agregar” foro privilegiado ao ex-presidente, simplesmente porque as investigações contra ele no bojo da Lava-Jato estão  juntadas ao mesmo rolo de políticos com prerrogativa de foro.sarney

Carnaval constipado

A folia carnavalesca de 2017 pegou, de vez, forte constipação. Os foliões, com as finanças debilitadas ou sem elas, estão reavaliando até as condições climáticas para decidir como passar o carnaval. No Maranhão, em várias cidades, como Santa Inês, por exemplo, o carnaval está longe das prioridades da prefeitura. Outro fator desestimulante da folia é a insegurança. Os rodoviários alertam que somente em janeiro
foram registrados 77 assaltos a ônibus na capital. O governo promete botar forte aparato policial na rua.

Como já é tradição, o deslocamento de contingentes de brincantes de São Luís para o interior está mais seletivo. É que alguns municípios decidiram desafiar a crise e realizar o carnaval da lisura. Pinheiro, Caxias e Vitória do Mearim são exemplos de resistência. Eles querem atrair os foliões dos municípios constipados. Foram atacados com a retenção de recursos comprometidos com salário de servidores,
limpeza publica, saúde e quitação de contas inadiáveis, tipo de luz, água, telefone, etc.

Já os foliões também sofrem do mesmo drama: a retenção de dinheiro virou quase uma doença orgânica, para quem tem, e pior para os desempregados. Portanto, o país vive um ano atípico até na folia momesca. Em pelo menos 13 estados, o carnaval foi cancelado ou ignorado pelo poder público. Quem quiser folia, que a faça, custeando tudo.

Nem precisa ser especialista para perceber o tamanho do desânimo que toma conta das pessoas neste carnaval politicamente maluco e financeiramente quebrado. De qualquer jeito, 2017 o Brasil fará o carnaval da informalidade. Mesmo assim, seja aonde for, o governo Dino promete reforço policial para segurança de brincantes ou dos sisudos.