Arquivos diários: 15/02/2017

Herança de urna

Agora, como diretora legislativa da Alema, a ex-deputada Gardênia Castelo ganhou fôlego para voltar ao plenário com mandato em 2018. Ela vai tentar cativar o legado político do pai, deputado João Castelo, que morreu em 2016. Castelo deixou uma legião de eleitores cativos, que Gardeninha pode tentar atraí-la para si.castelo-raiva

 

O homem forte

Pelo menos, até agora, seis secretários do governador Flávio Dino se preparam para disputar a vagas na Câmara e na Assembleia Legislativa
do Maranhão (Alema) em 2018. Márcio Jerry (Comunicação e Articulação Política) sonha ser deputado, mas não é taxativo sobre isso.
Ele é o auxiliar mais próximo do chefe. Ainda na mesma ala do Palácio
dos Leões, na vizinhança de Dino, o titular da Casa Civil, Marcelo Tavares, que atuam na articulação política no Legislativo e Judiciário, deve disputar o retorno à Alema, casa que ele já presidiu. Fará tabelinha com o tio, José Reinaldo, deputado federal, que sonha com uma cadeira no Senado. Os outros nomes que atuam politicamente como pré-candidatos são: Márcio Onaiser (Agricultura), Márcio Jardim (Esportes e Lazer), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), primeiro suplente de deputado federal, e Clayton Noleto (Infraestrutura). Flávio Dino vai deixá-los no governo só até dezembro.dino_uol

Reação do Lobo

Quem acha que o senador Edison Lobão chegou à presidência da Comissão e Constituição e Justiça para ter um biombo no qual se amparar das investigações da Lava-Jato, pode cuidar de pensar diferente. Como um dos inúmeros delatados da força-tarefa de Curitiba, Lobão não parece assustado com o que vê ao seu redor. Além de comandar nos próximos dias a sabatina de Alexandre de Moraes para
o Supremo Tribunal Federal, ele saiu da toca em que ficou por longo tempo, e saiu atirando forte na Lava-Jato.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o senador peemedebista disse que não há inconstitucionalidade na proposta de anistiar o caixa 2 aos políticos. “A figura da anistia é constitucional, qualquer que ela seja”, garantiu, sem tergiversar, também, em relação à Lava-Jato. Lobão defende mudanças na legislação sobre as delações premiadas e
diz que a Operação Lava-Jato “virou um inquérito universal”. Entende que as delações só devem ser admitidas com o delator solto e não preso, como ocorre hoje.

Falando como alguém que não teme o que pode sair de Curitiba contra si, o senador se arrisca a indagar sobre até onde vai a Lava-Jato. “Em que isso vai resultar? Não sei. Não acho que tem que ser extinta, mas conduzir ao ponto que estamos chegando, da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania”. Lobão é alvo de dois inquéritos no STF no âmbito da Lava-Jato, que investiga esquema de corrupção em contratos da Petrobras, além de ser alvo de outras duas investigações derivadas da Lava-Jato sobre irregularidades na usina de Belo Monte, no Pará.