A pergunta que não cala: cadê os Sarney?

Ninguém responde a essa indagação básica, aparentemente simplória, mas de profunda reflexão. Faltam apenas dois dias para o período das convenções que vão definir candidatos a prefeito e vereadores, mas ninguém discute, comenta ou especula sobre a vida do PMDB, partido que mandou no Maranhão desde a volta da democracia no governo Sarney.

Ainda nem se completaram dois anos da eleição de 2014 em que o ex-juiz federal Flávio Dino passou uma “tratorada” sobre a estrutura sarneísta, criada em 1965 e mantida sob controle rígido até 31 de dezembro de 2014, quando o substituto de Roseana Sarney, deputado Arnaldo Melo terminou os últimos dois meses do governo peemedebista. O nacionalmente conhecido “Grupo Sarney” entrou em estado comatoso.

E 2016 é marcante para Flávio Dino reforçar as estacas de seu projeto de poder, elegendo o maior número de prefeitos, inclusive o da capital, nos principais centros e assumir o comando das eleições de 2018. Mas para isso é preciso mostrar resultado de seu mandato de “Mudança”, aproveitando o desmonte do esquema sarneísta. Hoje suas lideranças estão resumidas no deputado Adriano Sarney, o ex-deputado Ricardo Murad, o empresário Edinho Lobão e o ministro Sarney Filho.

A oligarquia virou pó. José Sarney tem 86 anos – sem mandato, enquanto João Alberto e Edison Lobão, os dois senadores do grupo, estão idosos com mais de 80 e chegando para o fim do mandato. Em 2018 dificilmente retornarão ao Congresso. Sarney Filho está no sétimo mandato de deputado e Roseana nunca mais falou de política. Resta a Flávio Dino, se quiser ocupar o vácuo, fazer quatro anos de governo que repercuta positivamente dentro e fora do Maranhão. Espaço existe. Resta saber se em meio à crise, ele chegará inteiro no fim da jornada.

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