Arquivos mensais: janeiro 2016

Os 90 anos da TV

chato_TVNa última terça foi um dia histórico no mundo e pouco lembrado. Em 26 de janeiro de 1926 – portanto há 90 anos –, aconteceu a primeira demonstração pública de uma emissão de TV. A imagem no ecrã era de Daisy Elizabeth Gandy, a sócia de John Logie Baird, cientista escocês, considerado um dos inventores da televisão.

“Mecânica”
A emissão foi chamada de “televisão mecânica”, ou televisor, e os princípios básicos de funcionamento eram semelhantes aos do rádio, mas incluíam um mecanismo rotativo que conseguia gerar vídeo para acompanhar o som.

Todo mundo vê
Hoje, o mundo todo vê TV como principal fonte de informação e entretenimento. Só a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, foi assistida por 3,6 bilhões de pessoas. As telenovelas são vistas por 2 bilhões ao redor do mundo, mercado que o México e o Brasil disputam palmo a palmo, gênero a gênero. E vale recordar que a televisão no Brasil começou em 18 de setembro de 1950, trazida por Assis Chateaubriand, que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi. Desde então, a televisão cresceu no país e hoje representa um fator importante na cultura e na vida da sociedade brasileira.

TV Digital
A TV Digital no Brasil iniciou-se em dezembro de 2007, primeiramente na cidade de São Paulo, pelo padrão SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), o mais completo e avançado do mundo, de tecnologia japonesa. Em 1950, como não havia TV no Brasil, Chateaubriand instalou 200 aparelhos, importados dos Estados Unidos, em pontos “estratégicos” da capital paulista para que muitos pudessem ver a novidade.

Há 90 anos…
Tudo isso aconteceu há 90 anos, quatro meses antes de nascer O Imparcial, pelas mãos do empresário João Ferreira Neto, e depois, em 1944, adquirido pelo mesmo Chateaubriand. Foi um ato de ousadia e de determinação, numa época em que os jornais em São Luís eram trincheiras políticas de seus proprietários. Por suas páginas, travavam-se homéricas batalhas, onde tamanho da ambição do poder, do ódio e de outros interesses eram o limite.

O Imparcial
O Imparcial surgiu para compensar esses disparates, fazendo jornalismo de fato e equilibrado, como até hoje. Em 1947, Chatô fundou o maior museu da América Latina, o Masp, com cinco mil obras, doado ao estado de São Paulo e tombado pelo Iphan.

br-135

A BR-135 e a ‘conversa mole’ das autoridades

A população maranhense está cansada de ouvir conversa mole sobre a duplicação da RB-135 em Perizes. A obra, de fundamental importância para o Maranhão, parou mesmo e os políticos, como o deputado Hildon Rocha, vão ao Dnit e dizem que ela será retomada.

Porém, o deputado peemedebista, padrinho do novo superintendente do Dnit, Maurício Itapary, não arrisca falar em prazo. Simplesmente porque não tem dinheiro. Ou o governador Flávio Dino toma a frente do movimento, junto com a bancada federal, ou a cabeça de burro enterrada na região de Bacabeira continuará fazendo obras fantasmas.

Prefeituras: maus exemplos de transparência

O levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE) sobre “transparência” nos municípios maranhenses é simplesmente demolidor. Dos 217, apenas 37 prefeituras cumprem a lei, que as obriga a ter o Portal da Transparência e nele publicar, simultaneamente, todos os atos administrativos e a movimentação relativa ao orçamento.

A Lei da Transparência é de 2009, mediante emenda à Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2007. Os gestores federais, estaduais e municipais estão subordinados aos ditames legais, como medida de combate à corrupção. Não impediu, porém, que o Maranhão seja recordista em prefeitos enrolados na Justiça por improbidade. Flávio Dino já avisou: os irregulares não terão convênio. Danou-se.

Andrea Murad em sessão na AL, em 2015

O alvo agora é Jefferson Portela

No primeiro ano como deputada estadual, em 2015, a peemedebista Andrea Murad começou num enfrentamento interno no PMDB contra o colega Roberto Costa e o senador João Alberto, presidente regional do partido. A briga deu o que falar e continua um tema irresoluto.

A segunda jornada de Andrea foi contra o governo Flávio Dino. Durante meses seguidos, ela apontou sua metralhadora giratória, em ataques diários, para criticar o sistema estadual de saúde, setor que o pai dela, Ricardo Murad, deu as cartas por longos seis anos.

Agora, em 2016, Andrea Murad já tem confronto marcado. Desta vez é com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, que ela chamou de “irresponsável”. No rebate, o delegado foi mais duro ainda. Não só devolveu o xingamento, repetindo-o várias vezes, com taxou Andrea de “língua suja” e detentora de mandato “dado pelo pai”.

PT busca aliança; não terá candidato em São Luís

O PT quer lançar candidatos a prefeito em 20 das 26 capitais brasileiras. São Luís está fora. Porém, como o partido tem o maior tempo de TV, pode cavar uma boa aliança que lhe garanta espaço valoroso de poder. No Maranhão, o partido do poder central nunca fez jus ao tamanho nacional.

Desde sua instalação em São Luís, o PT nunca fez bonito em eleição. Nos tempos de militância aguerrida, que carregava a chama de liberdade e das lutas, lançou, em 1985, o então juiz aposentado José Ribamar Heluy, candidato à prefeitura, contra Gardênia Castelo. Era o símbolo de protesto.

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Edivaldo Holanda prepara retorno à AL após licença

O deputado Edivaldo Holanda prorrogou em dezembro sua licença de quatro meses para tratamento de saúde, mas na Assembleia Legislativa hás informações de que ele deve retornar ao plenário logo na reabertura dos trabalhos em fevereiro. Sinal de que o tratamento no fígado está dando certo.

Edivaldo é intransigente defensor da administração do prefeito Edivaldo Júnior, em São Luís. Como ele é candidato à reeleição, o pai voltará com o bacamarte em punho, pronto para a trincheira. Edivaldo, o pai, é do estilo “bateu, levou”. E em ano de eleição tais confrontos são inevitáveis.

Em Ribamar, tudo está ao contrário

No vizinho município de Ribamar, a situação está embaralhada ao extremo. O prefeito Gil Cutrim e Luís Fernando pareciam inseparáveis. Hoje, Gil é pedetista e deve apoiar Alberto Franco. Luís Fernando era Roseana Sarney desde criancinha. Agora está mais perto de Flávio Dino, mesmo sendo do PSDB. Julinho era do PDT e foi parar no PMDB, que era de Luís Fernando.

Já o ex-deputado Jota Pinto tenta abrir espaço nessa confusão toda, sai comendo pelas beiradas. Ele sabe que a mistura virou um angu meio indigesto para o eleitorado, que tinha um histórico de se dividir entre Julinho Matos e Luís Fernando. Mas os tempos mudaram e o eleitor está de olhos arregalados.

O quebra-cabeça eleitoral da região metropolitana de São Luís

Os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, todos na Ilha Upaon-Açu, viraram um paradoxo eleitoral. Graças à vizinhança com a capital, a região desperta interesse especial até do Palácio dos Leões. A interligação geográfica tem sua importância para o governo do Estado, embora seus paradoxos políticos remetam a um complexo cipoal de posições, partidos e candidatos que se misturam e se separam de forma impressionante.

Preferências
Embora tenha autorizado o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry, a informar que o governo e ele não serão envolvidos na campanha deste ano, porém, é inegável que Flávio Dino tenha suas preferências não apenas na região metropolitana de São Luís, como também em todos os 217 municípios. Essa é a lógica da política da qual Dino não poderá escamotear, já que terá nova eleição em 2018.

Lealdade
São Luís está firme com o governo estadual. Edivaldo Júnior foi eleito em 2012 como se fosse um trailer do filme de 2014, o qual Flávio Dino dirigiu e protagonizou, com sua eleição para o Palácio dos Leões. Até agora, Edivaldo tem sido leal, companheiro e, a partir de 2015, parceiro do governo do PCdoB. Até trocou seu partido de origem, o PTC, pelo PDT, tudo com o aval de Flávio Dino.

Apoios
Assim sendo, Dino vai apoiar – provavelmente, o “tucano” Luís Fernando Silva em São José de Ribamar – o “comunista” Domingos Dutra, em Paço do Lumiar, e Talita Laci, em Raposa. Ela e Domingos Dutra formam a parelha, dentre os quatro candidatos na Grande Ilha, como filiados ao PCdoB. Em Paço do Lumiar, o ex-prefeito Gilberto Aroso será candidato pelo PMDB, contra o atual mandatário, Josemar Sobrera, eleito pelo PDT e hoje no PSDB.

Embaraço
Em São José de Ribamar, o quadro é embaraçoso. O pré-candidato Julinho Matos, que era do PDT histórico, está no PMDB. O prefeito Gil Cutrim, que era Luís Fernando “desde criancinha”, foi para o PDT e deve apoiar o ex-deputado Alberto Franco. O ex-deputado Pinto, presidente regional do PEN, promete concorrer também, tornando a eleição do município do Santo Padroeiro do Maranhão um complexo quebra-cabeça.

Em 2015, vereadores de São Luís vão ficar só no ‘gogó’

Quando voltar do recesso em fevereiro, a Câmara de Vereadores de São Luís, assim como as demais do interior, não vão ter muito trabalho no plenário. Se 2015 foi um ano de pouquíssima atividade, agora mesmo é que não vai sobrar muito tempo. É cada um cuidando de si, pois as eleições vão ser de muita lábia e pouco dinheiro no bolso.

Em eleição o maior capital político é o dinheiro aplicado nas campanhas, mas este ano é tudo diferente. Só para comparar: em 2012, 55.744 empresas fizeram doações; 53.454 para três partidos; 913 destinaram recursos para quatro partidos; e 519, a cinco. Mais de R$ 4 bilhões chegaram às campanhas.

Mas essa bondade toda tem seus motivos. Contratos com as prefeituras beneficiadas e vereadores “alugados” a quem patrocinou seus mandatos. Em 2012, 294 empresas extrapolaram. Fizeram “doações” para seis legendas, e 119 chegaram a financiar oito numa mesma eleição. Ora, pílulas

Ainda falta AL oficializar reforma administrativa

Quando um governante mexe na engrenagem da administração, o faz por mais resultados. Foi por isso que Flávio Dino começou 2016, segundo ano de sua gestão, chacoalhando a equipe e o governo. Significa que vai cobrar mais eficiência a todos os secretários. Se for preciso, mais mudanças virão.

Dino está de olho onde mudou: a Articulação Política, de Márcio Jerry, ganhou a Comunicação; a Cultura perdeu Felipe Camarão, mas ganhou a área de Turismo, e Diego Galdino, que era adjunto, virou titular; Camarão está na pasta de Governo; e Márcio Honaiser vai cuidar da Agricultura e Pesca.

Porém, a reforma de Dino só está operando na prática, ou melhor, no papel. Para valer, terá que passar por lei estadual. Como a Assembleia Legislativa está de recesso e voltará no dia 1º, todas as medidas de Flávio Dino só acontecerão talvez depois que o carnaval passar.